Na abertura da sessão extraordinária na Câmara de Vereadores de Cascavel nesta terça-feira (19), o líder do governo pediu apoio dos colegas para aprovação do projeto de reajuste geral dos funcionários e também dos servidores da educação.
O município protocolou o projeto em regime de urgência ainda na segunda-feira e, rapidamente, o Legislativo atendeu, promovendo as sessões desta terça-feira para votação dos reajustes.
Diante de representantes dos dois sindicatos, especialmente dos servidores da educação, João Diego respondeu à manifestação sobre a proposta de reajuste apresentada pelo Executivo, de 5,40% para professores e 4,11% aos servidores gerais.
"O percentual apresentado nesse projeto de lei, senhores vereadores, não decorre de escolha política arbitrária. Vamos reajustar tanto porque eu quero? Não, mas sim da aplicação objetiva dos índices econômicos oficiais", disse o vereador.
Teve também pronunciamentos de vereadores sobre os índices oferecidos pelo município.
"Eu acho que é fundamental isso que está acontecendo hoje aqui na Câmara, aqui no nosso município, mas nós precisamos deixar muito claro que ainda há muito para avançar, que ainda ficaram muitas lacunas em relação ao respeito e à valorização dos servidores públicos aqui em Cascavel. Isso está diretamente ligado não só, claro, aos benefícios da valorização desses trabalhadores, mas também ao atendimento devido à população de Cascavel nos serviços públicos", falou a vereadora Bia Alcantara.
O projeto foi aprovado por unanimidade e, para o sindicato dos servidores do município, o resultado da votação foi positivo.
"4,11% é a reposição da inflação. Nós queremos também ganho real, mas de acordo com o que já foi apresentado pelo município. E a gente constatou, junto ao Tribunal de Contas, que o município, nesse momento, está no índice prudencial. Porém, com os dados da arrecadação do primeiro quadrimestre, a gente acredita que a gente vá sair desse limite prudencial. Nesse período, o município faz algumas contratações, mas a gente tem esperança de que tenha um recurso financeiro aí para a gente conseguir avançar em outros pontos da nossa pauta que envolvem recursos financeiros", afirmou Valquíria Oliveira, secretária da diretoria do Sismuvel.
Já o sindicato dos servidores da educação esperava mais.
"Primeiro que é um reajuste atrasado, porque ele deveria ter sido pago já no mês de janeiro e não foi pago, então nós temos quatro meses de atraso e, considerando toda a defasagem do piso, que seria um total de R$ 27,07, ofereceram R$ 5,40. É muito pouco considerando todas as demandas da educação que as nossas professoras e professores têm na rede municipal", disse Gilsiane Peiter, presidente do Siprovel.
Já o vereador Carlos Xavier disse que: "As negociações continuam. O interesse e o objetivo do município de Cascavel na valorização dos nossos servidores, de maneira geral, não se encerram por aqui. Pelo contrário, estamos iniciando, sempre com muito diálogo, mas também, volto a dizer, sempre com muito respeito às nossas receitas, respeito à questão financeira".
Ainda na sessão extraordinária, foram aprovados reajustes de 4,11% nos salários e no valor do auxílio-alimentação dos servidores da Câmara. No caso do auxílio, ele passa a valer R$ 503,79.
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Reportagem de Leandro Souza | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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