O Teatro Municipal Sefrin Filho recebeu, nesta segunda-feira, o Fórum de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o Seminário de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, em Cascavel. O encontro integrou as ações do Maio Laranja e promoveu palestras, mesas de discussão, apresentações culturais e debates sobre prevenção e proteção da infância.
As apresentações dos alunos do Tempo Integral da Escola Municipal do Campo do Reassentamento São Francisco simbolizaram o direito à proteção e ao cuidado. Durante o evento, profissionais da rede de atenção social e representantes de instituições discutiram estratégias de prevenção, fortalecimento de vínculos e enfrentamento às violências.
O tema deste ano foi "Rede de atenção e proteção social: fortalecendo vínculos, prevenindo violências". Um dos pontos reforçados durante o seminário foi a importância da denúncia para proteger crianças e adolescentes vítimas de abuso.
A delegada do Nucria, Thais Zanatta, destacou que existem diversos canais para comunicar suspeitas de violência.
"Se essa criança se sentiu descredibilizada dentro da própria família, denuncia na escola. A escola também é um ótimo canal de denúncias. O Nucria recebe denúncias de diversos canais, das escolas, da parte da saúde, do CREAS, do CRAS, do Conselho Tutelar, do Poder Judiciário, do Ministério Público, 181, Disque 100, então são diversos canais de denúncias", afirmou.
A promotora de Justiça Andrea Frias alertou que, na maioria dos casos, o agressor não é um desconhecido e reforçou a necessidade de atenção de toda a sociedade. Outro assunto debatido foi a segurança no ambiente virtual. A delegada do Nucria, Mariana Coelho, orientou pais e responsáveis a acompanharem o conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes.
A programação do Maio Laranja em Cascavel contou ainda com a Caminhada Contra a Pedofilia, realizada no sábado, com o tema "Cidade Unida contra a Pedofilia".
Dados apresentados durante a campanha mostram a dimensão do problema. Em 2025, o Paraná registrou quase sete mil casos de estupro ou estupro de vulnerável, média de uma ocorrência a cada 1 hora e 17 minutos. Em Cascavel, no ano passado, foram contabilizados 121 casos de abuso sexual e dois de exploração sexual contra menores. Neste ano, já são 32 registros, conforme dados da Política de Assistência Social do município.
Reportagem Patrícia Cabral | EPC (Esporte, Política e Cidadania)
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