Cotidiano

Sinais estridentes estão proibidos em todas as instituições de ensino de Cascavel

Mudança prioriza conforto e aprendizagem de crianças com autismo


A lei que proíbe sinais sonoros nas escolas de Cascavel entrou em vigor, e as unidades instaladas no município terão que se adaptar à normativa. Algumas das escolas municipais já não usam sinais sonoros há um bom tempo.

Na Escola Municipal Adolival Pian, por exemplo, uma das maiores da cidade, os sinais estridentes foram abolidos em 2021, desde que a instituição começou a receber alunos autistas. Dos mais de 800 estudantes, 54 tem a condição de diferentes níveis.

"Pensando no número de autistas que nós tínhamos na época, que têm essa sensibilidade auditiva, e também na saúde do professor, que fica exposto a vários estímulos sonoros, aos mais variados sons, o alarme, o sinal ali, era um som que agitava muito as crianças e cansa também quem está ouvindo constantemente. Então, nos últimos cinco anos, a gente não tem utilizado", disse a coordenadora Suelen de Oliveira.

Dentro da escola, o tempo de aula, a saída para o lanche ou o final do expediente são controlados pelo relógio. Os professores são os responsáveis por esse controle, sem barulho e sem tumulto.

Os únicos sinais sonoros ainda permitidos nas escolas em Cascavel, a partir de agora, são os que avisam a necessidade de evacuação da escola ou de contenção dos alunos. Esses sinais são acionados em caso de perigo iminente.

Segundo a secretária de Educação de Cascavel, Gislaine Buraki, o exemplo das escolas municipais pode ser seguido também por instituições estaduais e particulares.


Reportagem de João Carlos Del Rios | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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