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Ex-deputada estadual Arlete Caramês morre aos 82 anos

Referência na luta por crianças desaparecidas, ela transformou dor pessoal em mobilização social


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A ex-deputada estadual Arlete Caramês morreu nesta terça-feira (24), aos 82 anos.

Ela se tornou uma das principais referências nacionais na defesa de famílias de crianças desaparecidas após o desaparecimento do filho, Guilherme Caramês Tiburtius, de 8 anos, em 1991. O caso nunca foi esclarecido.

A partir da tragédia, Arlete passou a atuar na causa e fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), voltado à prevenção e à localização de menores de 18 anos. Também teve papel decisivo na criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), em 1995.

Na vida pública, concorreu à Câmara dos Deputados em 1998, mas não foi eleita. Em 2000, foi eleita vereadora de Curitiba com a segunda maior votação daquele pleito. Dois anos depois, foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, e chegou ao cargo de 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná.

Durante o mandato, manteve como prioridade a defesa dos direitos das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando a experiência pessoal em atuação política.

A trajetória de Arlete ficou marcada pela mobilização social e pelo apoio a famílias que ainda aguardam notícias de filhos desaparecidos.


Igor Vieira sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com com Alep

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