Cotidiano

Mãe denuncia mudança de turno de aluno sem consentimento em escola de Cascavel

Criança de 8 anos foi transferida para o período da manhã; família diz que não foi avisada


A mãe de um aluno da rede municipal de Cascavel procurou a reportagem para denunciar que o filho foi transferido de turno sem o consentimento dela.

Segundo Daiane Michele Guadagnin, o filho, de oito anos, estuda no terceiro ano da Escola Municipal Ita Sampaio, no bairro Parque Verde. Durante os últimos quatro anos, o menino frequentou as aulas no período da tarde. No entanto, neste ano letivo, ao levá-lo para o início das aulas, a mãe descobriu que ele havia sido matriculado no período da manhã.

"Fui avisada que as aulas retornaram no dia 5 de fevereiro, mas remanejaram ele do turno da tarde para o período da manhã sem meu conhecimento e sem minha autorização. Não fui comunicada em momento algum pela escola", afirmou.

Daiane conta que já havia preparado todo o material escolar para o retorno às aulas, mas o filho ainda não começou a frequentar a escola neste ano.

A mãe explica que precisa que o menino estude no período da tarde por questões de saúde e também por causa da rotina familiar.

"Ele tem laudo médico de asma e bronquite, que inclusive está no sistema. Quando chega o inverno fica ainda mais difícil. Eu também tenho outra filha com necessidades especiais que fica comigo em casa. Não existe a possibilidade de eu encaminhar ele para a escola de manhã e deixá-la sozinha", relatou, emocionada.

Segundo Daiane, ela já buscou ajuda em diferentes órgãos.

"A própria escola, o diretor, me orientou a procurar o Conselho Tutelar. Fui até o Conselho, procurei a Secretaria de Educação e não tive resposta. O Conselho Tutelar encaminhou um processo para o Ministério Público, mas até agora também não tive retorno", contou.

De acordo com a mãe, o Ministério Público orientou que ela contratasse um advogado, mas ela afirma que não tem condições financeiras. Além de cuidar da filha com necessidades especiais, Daiane faz serviços temporários para ajudar nas despesas da casa.

Enquanto a situação não é resolvida, a criança segue sem frequentar as aulas.

"Quem está sendo prejudicado é meu filho", desabafou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o direito à vaga escolar a partir dos quatro anos é assegurado por lei e que a rematrícula na rede municipal é automática. Já a organização dos alunos por turno é de responsabilidade das instituições de ensino, seguindo critérios estabelecidos na instrução normativa de matrículas.

No caso da Escola Municipal Ita Sampaio, a Secretaria informou que, para o ano letivo de 2026, a demanda de alunos do terceiro ano permitiu a abertura de três turmas, e não quatro, como no ano anterior. A distribuição dos estudantes foi feita pela equipe pedagógica da unidade, conforme os critérios estabelecidos.

A Secretaria também explicou que, quando há mais interessados em determinado turno do que vagas disponíveis, as famílias podem preencher um cadastro de remanejamento. Ainda segundo a nota, a direção da escola comunicou a família sobre a organização do turno por meio de aplicativo de mensagens.

O município acrescenta que o sistema de matrícula confirma apenas a vaga na unidade escolar, e não o turno no momento da rematrícula.

Confira detalhes no vídeo:


Reportagem de Patrícia Cabral | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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