Catve
Os Ecopontos de Cascavel enfrentam dificuldades devido à redução no volume de materiais recicláveis, o que tem afetado diretamente dezenas de famílias que dependem da atividade para garantir o sustento.
No Ecoponto do Cascavel Velho, a segunda-feira (2) começou com certo alívio após a chegada de um caminhão logo no início do dia. No entanto, todo o material deve ser triado em apenas um dia. Antes, o estoque garantia pelo menos três dias de trabalho. Nos últimos meses, o volume de recicláveis diminuiu significativamente. No local, 26 famílias tiram o sustento exclusivamente do que é separado e comercializado.
"Tivemos queda grande em fevereiro e estamos preocupados".
Além da falta de conscientização da população quanto ao descarte correto, outro problema apontado é a atuação de atravessadores, que trabalham fora do sistema formal do município e acabam reduzindo o volume destinado às cooperativas.
"Precisamos legalizar o trabalho e muita gente reclama da forma de atuação."
A escassez tem sido sentida ao longo da semana. De segunda (23) a quinta-feira (26) da semana passada, praticamente não houve chegada de novos materiais. O que ainda havia já estava separado e, na sexta-feira (27), não restavam recicláveis para triagem.
Em nota, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente informou que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) estabelece como meta o levantamento de todos os catadores intermediários (atravessadores) que atuam fora do sistema formal de coleta seletiva do município.
Segundo a pasta, a ação está sendo executada por meio do programa Sema nos Bairros, com o objetivo de identificar esses trabalhadores, compreender melhor a realidade deles e promover, quando possível, a inserção no sistema formal, especialmente junto às cooperativas e associações credenciadas para atuação nos ecopontos e nas Unidades de Valorização de Resíduos (UVRs).
A iniciativa busca garantir melhores condições de trabalho, assegurar direitos, promover a formalização e o reconhecimento profissional dos catadores, além de fortalecer a organização da cadeia da reciclagem e garantir a destinação ambientalmente adequada dos materiais.
Confira os detalhes no vídeo acima.
Reportagem Déborah Evangelista | CATVE
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