A apresentadora Olga Bongiovanni recebeu no programa A Gente Pod a geneticista Juliana Dourado para conversar sobre um tema que une ciência e emoção: "Parte da mãe continua vivendo no filho" — e o que a ciência revela sobre isso.
Durante a entrevista, a especialista explicou o conceito de microquimerismo materno-fetal, fenômeno biológico que ocorre durante a gestação, quando mãe e bebê trocam células por meio da placenta. Essa troca é bidirecional e acontece de forma natural ao longo da gravidez.
O mais surpreendente é que essas células não desaparecem após o nascimento. Estudos científicos já identificaram células maternas no organismo de filhos adultos, décadas depois do parto. E o inverso também acontece: mães podem carregar, por muitos anos, células dos próprios filhos.
A descoberta ajuda a explicar, do ponto de vista biológico, aquilo que muitas pessoas descrevem como um "cordão invisível" que nunca é totalmente cortado. Embora o cordão umbilical seja rompido no parto, parte dessa conexão permanece no corpo — uma ligação que vai além da metáfora e encontra respaldo na ciência.
Assim, o vínculo entre mãe e filho não é apenas emocional ou simbólico. Ele também deixa marcas celulares que podem acompanhar ambos por grande parte da vida.
A Gente Pod
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