O Parlamento do Peru elegeu na noite de quarta-feira (18) o deputado José María Balcázar Zelada, do partido Perú Libre, como presidente do Congresso e novo presidente interino do país. Ele ocupará o cargo até 28 de julho de 2026, com as eleições gerais marcadas para abril.
A escolha de Balcázar ocorre em meio a um cenário de instabilidade política: o Peru já teve sete presidentes nos últimos cinco anos, refletindo sucessivas crises institucionais e trocas frequentes no comando do Executivo.
Ele disputou a presidência do Congresso contra a ex-presidente da Casa María del Carmen Alva, do partido Ação Popular. Na votação, Balcázar recebeu 64 votos, enquanto Alva obteve 46, com três cédulas consideradas inválidas.
Pela linha sucessória constitucional, o então presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, deveria assumir a Presidência da República, mas ele se recusou ao cargo, o que levou à nova eleição interna.
Advogado formado pela Universidade Nacional Pedro Ruiz Gallo, Balcázar foi membro da Suprema Corte, magistrado e professor antes de ingressar na vida parlamentar.
Destituição de Jerí e contexto político
O novo presidente interino assume após a destituição de José Jerí, que ocupava o cargo desde outubro de 2025 e foi afastado pelo Congresso na terça-feira (17), em meio a investigações por suposto tráfico de influência e encontros não divulgados com um empresário chinês.
Jerí havia assumido após a derrubada de Dina Boluarte, que deixou o cargo em outubro de 2025 em meio a protestos e acusações diversas.
O ciclo de mudanças contínuas no comando do país ilustra a instabilidade política que o Peru enfrenta há anos, com sucessivas trocas de presidente antes da conclusão dos mandatos.
As eleições gerais de abril prometem definir um novo governo em meio a um quadro de forte polarização e incertezas.
Antonio Mendonça/ Catve
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