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Paraná registra mais de 2,5 mil atendimentos por queimaduras de águas-vivas no verão

Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforça orientações de prevenção e atendimento nas praias do Litoral


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Imagem: Roberto Dziura Jr/AEN

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou as orientações para prevenção de acidentes com águas-vivas nas praias do Paraná após registrar 2.547 atendimentos desde o início da temporada de verão, em dezembro de 2025. Os casos estão relacionados a queimaduras provocadas pelas toxinas presentes nos tentáculos dos animais.

Segundo a pasta, a maior incidência ocorre nos meses de dezembro e janeiro, período em que fatores como aumento da temperatura da água, menor ondulação e maior estabilidade do mar favorecem a presença das águas-vivas no Litoral.

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, destacou a importância da prevenção e da atenção às orientações de segurança durante a temporada.

De acordo com a Sesa, o contato com os tentáculos pode causar ardência, dor intensa e inchaço, com sintomas que podem durar de 30 minutos até 24 horas. Também podem surgir marcas avermelhadas ou escurecidas na pele. Em casos mais graves, há risco de náuseas, vômitos, câimbras e dificuldade para respirar, situações que exigem atendimento médico imediato.

A Divisão de Vigilância de Zoonoses do Paraná orienta que, ao perceber contato com o animal, o banhista procure imediatamente os postos de guarda-vidas e evite tocar nas águas-vivas, mesmo quando aparentarem estar mortas na areia.

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná também reforça recomendações de segurança:

  • Observar a faixa de areia e evitar entrar no mar caso haja presença de animais ou tentáculos;
  • Utilizar camisetas e roupas de elastano próprias para atividades aquáticas;
  • Em caso de queimadura, sair da água e procurar um posto de guarda-vidas;
  • Aplicar vinagre na lesão e lavar com água do mar;
  • Não utilizar água doce, gelo, álcool ou urina;
  • Procurar atendimento médico se houver febre, confusão mental, dificuldade respiratória ou dor intensa persistente.

Em situações de emergência, o atendimento pode ser acionado pelo telefone 193.

Igor Vieira sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com com AEN

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