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As emoções têm papel central na forma como as pessoas se alimentam, cuidam do corpo e constroem a própria autoestima. Essa é a avaliação do especialista em performance e qualidade de vida 40+, emagrecimento, massa magra e longevidade, Diego Rodrigo Pugsley, ao abordar a relação entre mente, emoções e saúde.
Segundo ele, o excesso de peso muitas vezes vai além do físico. "A gente vê pessoas extremamente acima do peso, mas não é somente um peso físico, é também um peso emocional. As pessoas acabam muitas vezes carregando bagagens emocionais", afirmou.
Diego explicou que cada pessoa vive a partir das histórias que acredita ser verdadeiras. "As pessoas são as histórias que elas acreditam ser, e isso aparece muito na alimentação." Ele relatou que é comum ouvir pacientes dizerem que a mãe, a avó ou o pai tinham determinados problemas e, por isso, acreditam que isso também é normal para elas. No entanto, ao investigar mais a fundo, ele afirma que, em muitos casos, não há relação fisiológica, mas sim emocional.
O especialista disse que consegue identificar padrões emocionais por meio de exames. "Eu já sei como vai estar o emocional dessa pessoa. O excesso de gordura, o culote, tem a ver com estradiol. Eu já sei como vai estar o emocional dela."
Conforme Diego, o acúmulo de gordura abdominal, na maioria dos casos, funciona como uma forma de proteção emocional. Ele explicou que muitas pessoas passaram por infância reprimida, poucos amigos, bullying ou traumas. "O corpo reage dessa maneira. Isso gera estresse, aumenta o cortisol, baixa a testosterona, que ajuda a emagrecer, altera o estradiol e leva ao acúmulo de gordura visceral. A pessoa tem enorme dificuldade para perder."
Para ele, a transformação começa na mente. "A partir do momento que a pessoa muda a cabeça, muda a concepção em relação ao mundo e a si mesma, encontra a própria identidade, ela começa a emagrecer e nem entende por que isso acontece." Ele resumiu, "Nós somos as nossas emoções."
Diego destacou que a culpa está na raiz de muitos comportamentos. Segundo ele, quando a pessoa passa por um dia difícil e pensa "eu mereço", precisa se perguntar se aquela escolha realmente vale a pena. Ele explicou que comer com culpa gera uma emoção negativa, que aumenta o cortisol e provoca retenção. "Se você comer pelas suas emoções, vai dar errado. O segredo é ter equilíbrio."
Ele também defendeu que é possível aproveitar momentos de prazer sem culpa. "Você tem que saber aproveitar os momentos, tomar um chopp com prazer, tomar um vinho com seu marido. Agora, se isso vier acompanhado de culpa e virar algo diário, a culpa toma conta de você. O emocional gera uma química dentro de você, essa química altera sua fisiologia, seus hormônios, altera quem você é, a ponto de mudar sua identidade."
Entre as orientações, Diego destacou três pilares, corpo, alma e espírito. Ele afirmou que muitas mudanças exigem ação mesmo sem vontade, com treino do cérebro por meio da repetição. Ele orientou parar, refletir, respirar fundo e fazer perguntas como "Por que estou carregando essa ansiedade? Essa culpa?" Segundo ele, a respiração tem papel essencial, pois muitas pessoas estão ansiosas e não percebem que não respiram de forma adequada.
O especialista também alertou que emoções descontroladas podem gerar doenças. "Quem não consegue controlar o emocional, sentimentos de raiva e medo, gera doenças. Raiva altera o fígado, medo altera o rim."
Por fim, Diego afirmou que muitas pessoas não conseguem fazer esse processo sozinhas. Ele orientou buscar ajuda profissional, mudar o ambiente, escolher bons amigos e conviver com pessoas que incentivem crescimento e equilíbrio. Ele reforçou que, para ele, tudo está diretamente relacionado às emoções.
Bruna Guzzo | Catve.com
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