Médico anestesista foi credenciado para atuar nas cirurgias eletivas no Hospital Municipal. Apesar da mudança, o profissional só tem previsão de atuar a partir da próxima semana, já que ainda faltam documentações a serem apresentadas e aprovadas.
Enquanto o médico não inicia os trabalhos, a fila das cirurgias eletivas só aumenta, isso porque a empresa que presta o serviço de fornecer os anestesistas à unidade está desde o dia 12 de janeiro enviando apenas um profissional e não quatro, como era antes.
O reflexo da redução de anestesistas impacta a rotina do hospital que suspendeu as cirurgias eletivas. Os atendimentos são somente para urgência e emergência, onde apenas um médico está atendendo. Com isso as cirurgias foram reduzidas de 25 para 12 ao dia.
Atualmente, existe apenas um médico anestesista atuando no Hospital Municipal que é referência nos atendimentos de urgência e emergência na fronteira. A falta de profissionais não é por falta de pagamento. Em 2025 foram repassados R$ 3,8 milhões para a empresa fornecer quatro médicos anestesistas.
Inclusive o Ministério Público fez a recomendação para a direção do Hospital Municipal suspender os repasses, já que os médicos não estão atuando, e recomendou ainda que a empresa continuasse oferecendo os quatro médicos anestesistas, mas na prática isso não é uma realidade.
A empresa alega que avisou a direção do hospital com antecedência e justificando que os profissionais se aposentaram e outros estão em licença maternidade. Além da falta de anestesistas, o Hospital Municipal está também sem médico para neurocirurgias. Os profissionais fizeram o descredenciamento dos serviços e um novo edital para contratar novos neurocirurgiões foi publicado.
Confira os detalhes no vídeo:
Reportagem por Renan Gouvêa | Jornal da Catve