A ciência e a tecnologia no combate à dengue. O Ministério da Saúde confirmou que em 2026 vai ampliar, em Foz do Iguaçu, a área de cobertura do Método Wolbachia.
O método de combate é com mosquitinhos Wolbitos. Eles foram fabricados em Foz do Iguaçu, em 2024. Os Wolbitos foram soltos na natureza para se reproduzir. A diferença é que os insetos têm uma bactéria feita no laboratório que se chama Wolbachia, que impede a formação do vírus que transmite a dengue.
A fronteira também entrou, em 2024, no radar do Ministério da Saúde com uma outra ação específica no combate à dengue.
No prédio da Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Foz do Iguaçu existe uma sala com muitas geladeiras. Dentro delas, há vacinas que combatem várias doenças. Em uma geladeira especificamente falando tem uma grande aliada contra a dengue, as vacinas para conter a doença.
Foz do Iguaçu foi uma das 30 cidades do Paraná que recebeu apoio federal com a distribuição dos imunizantes. A vacina no braço é proteção para todos.
Armadilhas inteligentes também são testadas na fronteira. A inteligência artificial já é capaz de identificar o som do mosquito fêmea. Uma barra de ferro simula o zumbido do mosquito, a agilidade da captura impressiona.
Foz do Iguaçu fechou 2025 com queda histórica nos casos de dengue. Foram pouco mais de mil confirmações contra quase 15 mil no ano anterior. Uma redução acima de 90%.
Ainda tem muito a ser feito, apesar dos alertas, na manhã desta quarta-feira (28), a equipe do CCZ fez uma varredura em um terreno, e não é que tinham larvas em um pneu abandonado. A tecnologia, ciência e a inteligência artificial não garantem 100% de proteção, cada um ainda precisa fazer sua parte.
Confira os detalhes no vídeo:
Reportagem por Renan Gouvêa | Jornal da Catve