Cotidiano

Cascavel recebe projeto piloto de atendimento individual a mulheres vítimas de violência

Iniciativa oferece acolhimento, apoio financeiro e orientação para romper o ciclo de agressões


Implantado nesta semana em Cascavel, o Plano Individual de Atendimento à Mulher (PIA Mulher) é uma iniciativa voltada ao acolhimento e à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta busca oferecer apoio além das medidas judiciais, auxiliando na reconstrução da autonomia financeira, emocional e social das participantes.

A ação é do Tribunal de Justiça do Paraná e começou a ser estruturada em outubro de 2025. Cascavel foi escolhida para a fase inicial e, caso os resultados se confirmem, a iniciativa deverá ser expandida para outros municípios do estado.

Mesmo nos primeiros dias de funcionamento, o programa já apresentou adesão significativa. Mulheres vítimas de agressão, especialmente no ambiente familiar, passaram a integrar a iniciativa, que prevê atendimento individualizado conforme a realidade de cada caso.

Entre as ações previstas estão o encaminhamento para oportunidades de emprego, orientação financeira e apoio na área da saúde. Segundo a juíza do 2º Juizado de Violência Doméstica, Cláudia Spinassi, a proposta é ampliar o olhar do Judiciário.

"A ideia é mudar a lupa do juizado. Continuamos com o foco na punição dos agressores, mas também queremos fortalecer a proteção da vítima, mostrando que existe um caminho e como percorrê-lo", explicou.

As mulheres que solicitaram medidas protetivas na última semana são convidadas a participar de um grupo de acolhimento inicial. Após essa reunião, cada uma passa por atendimento individual, no qual são identificadas as principais necessidades para o rompimento do ciclo de violência.

Os números reforçam a demanda pelo serviço. Somente na última semana, os dois Juizados de Violência Doméstica de Cascavel registraram 52 pedidos de medidas protetivas. No 2º Juizado, 26 mulheres tiveram a medida concedida; dessas, 18 aceitaram conhecer a iniciativa e 17 confirmaram participação.

Empresas e instituições podem atuar como parceiras, contribuindo com a responsabilidade social do programa, mesmo sem benefícios fiscais.

Após o primeiro atendimento no fórum, as participantes serão convidadas a integrar o grupo "Dona de Mim", que deve iniciar nos próximos dias. Serão seis encontros com atividades voltadas à saúde, educação financeira e aulas de defesa pessoal.

"Queremos preparar essa mulher para que ela deixe de ser vítima e se torne uma sobrevivente do ciclo de violência", concluiu a juíza Cláudia Spinassi.

Reportagem por Deivid Souza | Jornal da Catve

PUBLICIDADE

** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642

Mais lidas de Cotidiano
Últimas notícias de Cotidiano