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Há 135 anos, Brasil perdia Benjamin Constant, o Fundador da República

Sua vida foi uma jornada de superação e dedicação ao ensino


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22 de janeiro de 2026 — Exatamente há 135 anos, em 22 de janeiro de 1891, o Brasil perdia uma figura central na transição do Império para a República: Benjamin Constant Botelho de Magalhães, que faleceu aos 54 anos no Rio de Janeiro. Sua morte ocorreu em um momento crucial, apenas dois meses após a Proclamação da República e um mês antes da promulgação da primeira Constituição republicana, da qual ele foi considerado o "Fundador".

O Legado de um Fundador

Mais do que um militar, Benjamin Constant foi o principal ideólogo entre os militares que conduziram a mudança de regime. Professor de matemática e fervoroso adepto do Positivismo de Auguste Comte, ele exerceu uma influência decisiva sobre a jovem oficialidade do Exército, convencendo-a de que a República representava o governo da "ciência" e do "progresso".

Sua contribuição mais visível e duradoura está estampada em um dos maiores símbolos nacionais: a bandeira do Brasil. Foi ele quem propôs e defendeu a inclusão do lema "Ordem e Progresso", inspirado diretamente na filosofia positivista, que pregava uma sociedade guiada pelo conhecimento científico e organizada de forma racional.

Uma Trajetória Marcante

Sua vida foi uma jornada de superação e dedicação ao ensino. Após uma infância marcada por dificuldades financeiras, encontrou no Exército e na educação seu caminho. Tornou-se um professor respeitado, atuando por anos no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (futuro Instituto Benjamin Constant), onde desenvolveu métodos pedagógicos inovadores.

Nos meses finais do Império, sua liderança foi fundamental. Como fundador e figura de proa do Clube Militar, foi ele quem articulou politicamente o movimento e, em um momento crucial, ajudou a convencer o indeciso Marechal Deodoro da Fonseca a liderar o movimento que resultou na Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

Memória e Relevância

No Governo Provisório, assumiu os ministérios da Guerra e, posteriormente, da Instrução Pública. Contudo, sua saúde, abalada desde a Guerra do Paraguai, deteriorou-se rapidamente sob as tensões do novo poder. Morreu sem ver consolidado o regime que ajudou a criar, mas seu legado intelectual e simbólico permanece.

Passados 135 anos de sua morte, Benjamin Constant segue como uma figura fundamental para entender a origem dos ideais que fundaram a República brasileira. O lema que cunhou continua a gerar reflexão sobre os rumos do país, mantendo viva a memória daquele que a história consagrou não como o proclamador, mas como o fundador intelectual da República.

Antonio Mendonça/ Catve

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