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Quatro registros de nuvem funil foram registrados no Paraná em apenas nove dias, entre 9 e 17 de janeiro, segundo o Simepar. Os casos ocorreram em Ponta Grossa, Paulo Frontin, São Jorge do Ivaí e Arapongas, em diferentes regiões do estado.
A nuvem funil tem formato de funil e se forma a partir de nuvens de tempestade, quando uma coluna de ar começa a girar dentro da nuvem. Ela só passa a ser considerada tornado se tocar o solo e gerar ventos fortes.
O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, afirmou que esta época do ano reúne os principais fatores para a formação de tempestades severas. "Nesta época do ano temos umidade, calor e forçantes, como frentes frias ou áreas de convergência, que intensificam as tempestades, mesmo sem atuar diretamente sobre o Paraná", disse.
Segundo ele, essas condições são naturais no verão e fazem com que as tempestades fiquem mais fortes. "Com umidade e calor, elas podem evoluir para supercélulas, que são grandes tempestades com desenvolvimento vertical intenso, chegando a mais de 13 ou até 15 quilômetros de altura", explicou.
Reinaldo também destacou que, dentro dessas tempestades, a variação do vento em direção e intensidade entre as camadas da atmosfera acelera o processo e favorece a formação de correntes giratórias, o que pode resultar na nuvem funil.
O fenômeno não representa risco direto se não tocar o solo, mas indica instabilidade. A orientação é que as pessoas se afastem da área e busquem abrigo em locais seguros, especialmente em estruturas de alvenaria.
Município de Paulo Frontin
Município de São Jorge do Ivaí
Bruna Guzzo | Catve.com com Simepar
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