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Ucrânia acusa Rússia de lançar míssil com capacidade nuclear

As equipes de defesa ucranianas já se deslocam para a área atingida para coletar destroços e informações


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Foto: Agência nacional de notícias da Ucrânia

A Força Aérea da Ucrânia emitiu um alerta grave na noite de quinta-feira (8): a Rússia pode ter utilizado um míssil balístico com capacidade de carregar ogivas nucleares em um ataque contra a cidade de Lviv, no oeste do país. O lançamento, segundo os militares ucranianos, partiu de uma base onde a Rússia costuma realizar testes com seu arsenal nuclear.

Minutos após o alerta, fortes explosões foram reportadas em Lviv, uma importante cidade localizada a aproximadamente 100 quilômetros da Polônia, nação integrante da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Até o momento, não há confirmação de vítimas na região.

As equipes de defesa ucranianas já se deslocam para a área atingida para coletar destroços e informações técnicas que possam confirmar a natureza do projétil. A principal linha de investigação, conforme fontes militares, é a de que o míssil foi armado com uma ogiva convencional (não nuclear), mas seu lançamento a partir de um local estratégico de testes atômicos é interpretado como uma mensagem de intimidação de Moscou, reafirmando sua potência nuclear.

Caso se confirme o tipo de armamento, esta não seria a primeira vez que a Rússia adota tal tática. Em 2024, Moscou já havia empregado um novo modelo de míssil, identificado como "Oreshnik", lançado desta mesma base de testes nucleares contra território ucraniano.

Novo ataque atinge capital Kiev

A onda de ataques continuou nas primeiras horas desta sexta-feira (9), quando a capital ucraniana, Kiev, foi alvo de uma investida com drones. De acordo com o prefeito Vitali Klitschko, o ataque resultou em pelo menos quatro mortos e 19 feridos. Equipes de emergência trabalham no local.

Impasse nas negociações de paz

O ataque ocorre em um momento de tensão nas tratativas diplomáticas. Apesar de discussões recentes entre Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos, o governo russo mantém demandas consideradas intransponíveis por Kiev para um cessar-fogo.

As condições russas incluem a retirada completa das tropas ucranianas de todas as áreas de Donetsk ainda sob controle de Kiev e um compromisso formal e irrevogável de que a Ucrânia nunca se filiará à Otan. Em pronunciamento no fim de dezembro, o presidente Vladimir Putin reafirmou que a Rússia pretende alcançar seus objetivos "por meios diplomáticos ou pela força".

Para o Kremlin, a neutralidade militar ucraniana e o reconhecimento internacional das anexações territoriais russas desde 2014 (Crimeia e partes de Donbas) permanecem como pilares não negociáveis para qualquer acordo de paz.

Antonio Mendonça/ Catve.com/ Metrópoles

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