Foto Alep
O ilustrador curitibano Nilson Müller morreu nesta segunda-feira (5), aos 84 anos, após enfrentar um câncer. A informação foi confirmada pela família. Reconhecido no Brasil e no exterior, ele deixa um legado marcante para a cultura paranaense, especialmente por ter dado uma nova identidade visual ao personagem Zequinha, transformando-o em um ícone popular.
Nascido em Curitiba, em 1941, Nilson Müller demonstrou interesse pelo desenho ainda na infância, copiando histórias em quadrinhos. Aos 12 anos, teve contato com o artista Guido Viaro, no Centro Juvenil de Artes Plásticas, o que o levou a cursar a Faculdade de Belas Artes. Na adolescência, recebeu orientação de Thorsten Andersen e passou a expor trabalhos em espaços culturais do Paraná.
Aos 16 anos, profissionalizou-se e entrou para a história como o primeiro cenógrafo de televisão do Paraná. Ao longo da carreira, atuou como ilustrador publicitário e editorial, cartunista, chargista e artista plástico, colaborando com veículos como O Estado do Paraná e Gazeta do Povo. Também foi um dos fundadores da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB).
Seu trabalho mais popular foi o redesenho do Zequinha, personagem criado em 1928 e que ganhou nova versão pelas mãos de Müller em 1979. A releitura marcou gerações ao ilustrar álbuns de figurinhas distribuídos em campanhas do Governo do Estado, que incentivavam a troca de notas fiscais por figurinhas — uma febre no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
Alexandra Oliveira | Catve.com
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