A família de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, pede o apoio de trilheiros experientes para reforçar as buscas pelo jovem, desaparecido há mais de 56 horas na região da Fazenda do Pico Paraná. O pedido foi feito por Renata, irmã de Roberto, em nome de toda a família, que acompanha as operações no local desde o início.
Roberto, que é técnico de segurança do trabalho e bombeiro civil, desapareceu por volta das 7h do dia 1º de janeiro. Segundo os familiares, ele não possuía experiência em montanhismo, o que aumenta a preocupação diante das condições do terreno e do clima enfrentado na região.
Após o desaparecimento, a jovem que acompanhava Roberto na trilha retornou trazendo os pertences dele, incluindo mochila, documentos e o celular. De acordo com a família, o aparelho eletrônico foi danificado pela chuva, pelo frio intenso e pelos fortes ventos registrados durante a madrugada da virada do ano, só conseguiram ligar depois, usando um secador.
Em uma postagem no Instagram, a amiga que o acompanhava afirmou ter registrado toda a trilha e que divulgaria posteriormente a história completa, mencionando vídeos do início, meio e fim do percurso, com imagens das paisagens e do nascer do sol no Pico Paraná.
O Pico Paraná é a montanha mais alta da Região Sul do Brasil, com cerca de 1.877 metros de altitude, localizado na Serra do Ibitiraquire, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A região apresenta relevo íngreme, mata fechada e trilhas consideradas de média a alta dificuldade, o que exige bom preparo físico e experiência em montanhismo. Em condições normais, a subida até o cume pode levar entre 6 e 8 horas, enquanto a descida costuma durar de 4 a 6 horas, variando conforme o ritmo do grupo e as condições climáticas. O local também é conhecido pelas rápidas mudanças no tempo, com registros frequentes de neblina, chuvas, ventos intensos e temperaturas baixas, fatores que tornam tanto a trilha quanto as buscas ainda mais desafiadoras.
Gabi Lira | Catve.com