Em algum momento, é natural precisar procurar uma unidade de saúde e, em alguns casos, receber um atestado médico para justificar o afastamento das atividades diárias. O documento, no entanto, deve ser concedido apenas quando há real necessidade, conforme avaliação do profissional.
"O atestado tem que ser entregue ao paciente de acordo com a autonomia médica, quando há a necessidade do afastamento, porque a pessoa realmente não tem condições de trabalhar", explicou Carlos Felipe Tapia Carreño, do Departamento de Fiscalização Médica do CRM-PR.
O problema é que nem todos os pacientes aceitam quando o médico considera que não há necessidade de emitir o documento. Essa insatisfação, segundo o Conselho Regional de Medicina do Paraná, já resultou em injúrias, desacatos, ameaças e até agressões.
"Isso acontece com bastante frequência, seja de forma verbal, em forma de ameaça ou até mesmo física", destacou Carreño.
Somente em 2024, foram registrados 531 casos de violência contra médicos no Paraná. O número, de acordo com o CRM, pode ser ainda maior, já que muitos profissionais não registram ocorrência em delegacia.
Diante desse cenário, foi lançada em Foz do Iguaçu a Campanha Atestado Responsável, uma ação pioneira no estado que deve servir de modelo para outras cidades. A iniciativa envolve autoridades e profissionais de saúde com o objetivo de conscientizar pacientes e reforçar a importância da autonomia médica.
"A gente desenvolveu, junto com o CRM, um pôster que será fixado em todas as nossas unidades, a princípio nas UPAs. Ele vai orientar quais são os casos em que há necessidade de atestado, ao mesmo tempo em que garante a autonomia do médico para fornecer o documento conforme a real necessidade ou, em alguns casos, apenas uma declaração de comparecimento", afirmou Fábio de Melo, secretário de Saúde de Foz do Iguaçu.
Confira os detalhes no vídeo:
Reportagem de Renan Gouvêa | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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