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Exceção, diz secretaria de educação sobre denúncia de agressão em Cascavel

Denúncias de agressão, dentro de Escolas e Cmeis, foram feitas nos últimos oito meses


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Foto: Catve

A secretaria de Educação de Cascavel se manifestou sobre a denúncia contra profissional ocorrida na cidade. 

Na noite de terça-feira (22), uma mãe denunciou mais um caso de agressão contra o filho no interior de uma instituição pública de ensino de Cascavel. Ela relata que a criança, que tem autismo, tem voltado da Escola Dilair Silvério Fogaça, no bairro Universitário, com alguns machucados. O caso não seria isolado e segue há alguns dias.

Letícia Cappellari, a mãe da criança, foi até a Delegacia e realizou um Bo (Boletim de Ocorrência).

A Secretaria de Educação Cascavel investiga o caso e divulgou uma nota prestando esclarecimentos.

NOTA SEMED

A Semed (Secretaria Municipal de Educação) já está ouvindo e fazendo os registros para apurar o ocorrido, tanto com a profissional supostamente envolvida, quanto com a mãe da criança, para esclarecimentos. Reforçamos que casos assim movem a total atenção da Secretaria, que têm muito respeito e carinho pelas crianças com o TEA (Transtornos do Espectro Autista).

Havendo comprovação de que foi descumprido algum ato funcional ou de que aconteceu a agressão, o caso será encaminhado para as autoridades competentes, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

Ressalta-se ainda que casos como esse são exceção e não representam o excelente trabalho que é desenvolvido pelos profissionais da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel. A Semed reitera que todas as medidas necessárias para elucidar o caso estão sendo tomadas.

Casos de agressão registrados nos últimos oito meses:

1. Leticia Cappellari, mãe da criança, registrou um BO (Boletim de Ocorrência), em Cascavel. Segundo informado, o filho da mulher nos últimos dias tem chegado da Escola  Dilair Silvério Fogaça com alguns hematomas em casa. Caso repercutiu no dia 22 de outubro. 

2. No dia 26 de setembro, um menino, de apenas 3 anos, teve o braço quebrado por uma agente de apoio, no Cmei Professora Stanislava Bartnik, no bairro Maria Luiza. A servidora foi afastada do cargo.

3. Em 15 de agosto, outra mãe denunciou caso de agressão em uma instituição municipal de ensino de Cascavel. A menina, de apenas 1 ano, também foi vítima de agressão por uma gente de apoio. O caso foi no Cmei Espaço e Vida, localizado no bairro Santa Cruz. A servidora também foi afastada do cargo. 

4. No dia 4 de julho, uma criança de sete anos foi agredida por uma professora na Escola Municipal Aníbal Lopes, no bairro Floresta. A aluna, que estuda no 2º ano, foi encontrada com hematomas no ombro e no braço direito. Segundo a própria menina, a agressão foi cometida pela professora. O caso seguiu em segredo de Justiça.

5. Outra situação, registrada no dia 7 de março, envolveu um aluno da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A funcionária, contratada por uma empresa terceirizada, agrediu uma criança com necessidades especiais. Ela foi afastada das funções, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

Além destes, houve o caso em que uma mãe denunciou agressão contra o filho em colégio cívico-militar de Cascavel. A Secretaria Estadual de Educação, no entanto, negou versão dos fatos apresentada.

Confira o material completo no vídeo:


JC

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