Alexandre de Moraes mantém prisão preventiva de Zé Trovão, que segue foragido

Líder de um grupo de caminhoneiros pediu asilo no México e se disse perseguido por Moraes

21 de setembro de 2021 | 20h09 | Atualizado há 71 dias

Foto: Reprodução/Twitter/@leonardomed
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta terça-feira (21), por manter a prisão preventiva de Marcos Antônio Pereira Gomes, mais conhecido como Zé Trovão. O caminhoneiro segue foragido da justiça.

Na decisão, o ministro destacou que o líder de um grupo de caminhoneiros pediu asilo político no México, mostrando que ele não pretende voltar ao Brasil por vontade própria.

"Aliás, além da fuga do distrito da culpa, há notícias de que Marcos Antônio Pereira Gomes solicitou asilo político ao Governo do México, com nítido objetivo de burlar a aplicação da lei penal, o que indica, nos termos já assinalados, a necessidade de manutenção da decretação de sua prisão preventiva. Diante do exposto, indefiro o pedido de revogação da prisão preventiva", disse Moraes.

A Polícia Federal buscava o caminhoneiro desde setembro para o cumprimento da prisão solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), determinada pelo próprio Moraes. Zé Trovão é acusado de promover e incitar atos de caráter golpista contra o Congresso Nacional e o STF nas redes sociais.

No dia 9 de setembro, as autoridades descobriram que ele estava no México. O pedido de asilo foi feito pelo caminhoneiro após alegar que estava sendo "perseguido" por Moraes.

Em nota, a defesa do caminhoneiro disse que está "analisando a decisão e que medidas tomaremos". Ainda ressalta que, a princípio, Zé Trovão "não irá se entregar".
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