Monomotor que transportava vacinas entra em rota de colisão com Boeing da Gol

Ocorrência foi registrada na região de Curitiba na manhã desta terça-feira (19)

19 de janeiro de 2021 | 20h14 | Atualizado há 36 dias

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Na manhã desta terça-feira (19) o monomotor que transportava vacinas contra a Covid-19 entrou em rota de colisão com um Boeing 737 800, da Gol.

Nas imagens registradas pelo aplicativo "flightradar", o avião do Governo do Paraná, modelo Cessna C208 Caravan, se aproximou perigosamente do Boeing G3 1212, que decolou de Guarulhos e se preparava para pousar em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Eles teriam passado a menos de 1000 pés (menos de 305 metros) de distância vertical um do outro.

O Secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, foi questionado, em coletiva de imprensa realizada no aeroporto de Cascavel sobre o incidente.

Beto informou que soube do ocorrido recentemente e afirmou que houve aproximação de voo. Segundo o secretário, o avião saiu do aeroporto do Bacacheri com destino às regionais de Londrina, Cornélio Procópio e Jacarezinho com doses da vacina contra a Covid-19 e que o caso será investigado.

A Casa Militar da Governadoria emitiu a seguinte nota confirmando o incidente. Apesar da gravidade dos riscos, ambas as aeronaves realizaram pouso em condições consideradas normais.

Leia a nota na íntegra:

"Segundo relato do comandante da aeronave prefixo PP-MMS, após todos os procedimentos técnicos de decolagem, o piloto automático, devidamente acoplado, apresentou uma atitude inesperada, curvando à direita. Diante disso, a tripulação tomou os procedimentos técnicos necessários, porém este não respondeu de imediato, e que logo após foi obtida a informação de tráfego. Nesse momento, foi desacoplado o piloto automático e retomado o procedimento de decolagem sem o auxílio do equipamento. Ressaltamos que não houve um acidente, mas um incidente, o qual foi devidamente reportado às autoridades aeronáuticas. Dentro da dinâmica da aviação, foram tomadas as medidas técnicas mitigadoras para manter a segurança de voo. Isso significa que a tripulação estava atenta e segura em seus procedimentos. Após a Casa Militar tomar conhecimento do fato, determinou que a aeronave permanecesse em solo, até a intervenção de manutenção. Nesse tocante, destacamos que todas as aeronaves sob responsabilidade do órgão estão com suas manutenções em dia. Em relação ao incidente, sem prejuízo da apuração aeronáutica, a Casa Militar irá realizar uma averiguação interna do ocorrido."
Redação Catve.com com Assessoria
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