Presidente da Câmara de Arapongas é alvo de operação sobre jogos de azar

De acordo com o Gaeco, ele é suspeito de ser o operador do esquema

18 de setembro de 2020 | 13h33 | Atualizado há 39 dias

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O núcleo de Londrina, no Norte-Central do Estado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu nesta sexta-feira, 18 de setembro, cinco mandados de busca e apreensão em Arapongas, em operação que investiga possível organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar. Expedidos pela 1ᵃ Vara Criminal de Arapongas, os mandados foram cumpridos em conjunto com a 22ᵃ Subdivisão Policial, nas residências do presidente da Câmara Municipal - suspeito de ser o chefe do grupo -, num escritório da organização, num bar e na casa de pessoa que faria o transporte do dinheiro.

As investigações, levadas a cabo pela Polícia Civil e pelo MPPR, começaram em março do ano passado, a partir de informações sobre a existência de antiga associação criminosa voltada à exploração do "jogo do bicho" e de máquinas caça-níqueis. Em 19 de março de 2019, foram apreendidas máquinas caça-níqueis, papéis e máquinas do jogo do bicho com dois proprietários de bares autuados. Na ocasião, houve a indicação de que os materiais pertenciam ao vereador. Durante as investigações, vários outros bares foram alvos de busca e apreensão e receberam novas autuações, reforçando a existência de organização de jogos de azar na cidade.

As buscas realizadas nesta sexta-feira objetivam a apreensão dos celulares dos investigados, de dinheiro, máquinas de jogo do bicho e documentos, para possível comprovação da prática ilícita de exploração de jogos de azar e do crime de lavagem de dinheiro.
MPPR
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