Em Toledo, comerciantes ainda descumprem decreto estadual

Policia Militar iniciou fiscalização nesta quinta-feira (09) e 20 estabelecimentos foram vistoriados

10 de julho de 2020 | 13h25 | Atualizado há 23 dias

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Estacionamento lotado e muita gente na rua. Na manhã desta sexta-feira (10), o comércio de Toledo esteve movimentado.

Está loja abriu as portas para o atendimento ao público, mas o comércio ao lado esteve fechado. O impasse se dá em razão de dois decretos em vigor.

O municipal prevê a abertura do comércio varejista, enquanto que o estadual orienta para uma quarentena de 14 dias.

Ainda ontem a Polícia Militar iniciou a fiscalização dos estabelecimentos, mas hoje muitos comerciantes insistiram em atender.

O início da fiscalização da Polícia Militar para o cumprimento do decreto estadual, principalmente no Comércio, surtiu efeito na manhã dessa sexta-feira (10). No entanto, entre a população, o clima ainda é de incerteza.

A ação de fiscalização é integrada e reúne esforços da Policia Militar, Corpo de Bombeiros e ainda conta com o apoio da Guarda Municipal.

Em Toledo, 20 estabelecimentos foram vistoriados pelas corporações e, de acordo com a Polícia Militar, a maior parte optou por fechar as portas. A Além de Toledo, outros municípios da região devem se atentar para o decreto estadual.

Além disso, um outro decreto municipal prevê que a partir de amanhã e até o dia 14 de julho todas as atividades do comércio varejista e da construção civil sejam paralisadas.


Posicionamento ACIT

A Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) se manifestou por meio de nota quanto a fiscalização ocorrida na quinta-feira (09) na qual empresas foram fechadas com base no Decreto Estadual n° 4942, de 30/06/2020.

Veja a nota na íntegra:

A forma com que foi realizada a ação, com a participação de várias viaturas policiais, que chegaram no centro da cidade ao mesmo tempo, chamou a atenção da população e da mídia, denotando um exagero, uma vez que se tratava apenas de uma fiscalização. Diante disso, a ACIT solicitará às corporações uma explicação sobre a participação na ação.

Foi lamentável o ocorrido, pois as empresas estavam abertas em cumprimento a um decreto municipal e não cabe ao empresário julgar qual Lei deve prevalecer. Não houve, por parte do Poder Executivo Municipal e Estadual, um entendimento único, bem como o Judiciário até aquele momento não havia se manifestado sobre o assunto.

Desta forma, a ACIT lamenta o ocorrido e se solidariza com os empresários que tiveram suas empresas fechadas, e reafirma o seu posicionamento em prol do funcionamento de todas as atividades empresariais.
Todo trabalho que coloca comida na mesa é essencial.
JC1
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