Brasil

Juíza Gabriela Hardt também teve celular invadido por hackers

Outros membros de diferentes instituições da república também foram alvos de hackers

12/06/2019 18h43 | Atualizado em 12/06/2019 18h43
As investidas criminosas contra celulares de autoridades de diferentes instituições da República continuam com o alvo na operação Lava Jato.

A Juíza substituta da Operação Lava Jato, Gabriela Hardt também foi alvo de hackers.

Segundo o Ministério Público Federal, na noite da última terça-feira (11) um hacker passando-se por um integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), cuja identidade virtual havia sequestrado, entabulou conversas com outras autoridades e ainda em grupos de aplicativos de trocas de mensagens eletrônicas. O hacker enviou mensagens com o objetivo claro de desacreditar a imagem de integrantes da força-tarefa, estimulando ainda que seu interlocutor as compartilhasse com o viés de "queimar a imagem" dos integrantes do MPF.

Após a divulgação do primeiro comunicado da força-tarefa na noite do último domingo, 9 de junho, também há notícia de ataques a jornalistas, integrantes do Poder Executivo e do Poder Judiciário e Conselheiros do CNMP. Os relatos dos fatos foram incluídos nas investigações em curso, e a força-tarefa, em virtude da continuidade dos ataques, redobrou as cautelas de segurança.

De acordo com o Ministério Público Federal "O ataque em grande escala, em plena continuidade, envolvendo integrantes do Ministério Público, Poder Judiciário, Poder Executivo e imprensa, revela uma ação hostil, complexa e ordenada, típica de organização criminosa, agindo contra as instituições da República".

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira (12) um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, solicitando a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos contra membros do Ministério Público Federal (MPF). No documento, a PGR ressalta que considera necessário adotar uma linha de investigação que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do MPF, principalmente aqueles que atuam nas Forças-Tarefas da Lava Jato do Rio de Janeiro e Curitiba. Em um segundo ofício, Raquel Dodge solicitou à PF a instauração de inquérito policial para apurar uma possível invasão ao celular do conselheiro Marcelo Weitzel, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em outro ofício, também encaminhado ao diretor-geral nesta quarta-feira, Raquel Dodge solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar a invasão à conta do Telegram no celular institucional utilizado pelo conselheiro Marcelo Weitzel, do CNMP. O ataque ocorreu na noite desta terça-feira (11), quando um suposto hacker enviou mensagens por meio da conta do conselheiro no aplicativo.

Redação com MPF



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