Curitiba

Estado apoia compra de mamógrafo digital para o Hospital de Clínicas

O equipamento vai fortalecer a infraestrutura de atendimento da Unidade da Mama especializada

02/10/2017 21h54 | Atualizado em 02/10/2017 21h54
O Governo do Estado vai investir cerca de R$ 1,2 milhão na compra de um novo mamógrafo digital para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), em Curitiba. O equipamento, de última geração, vai fortalecer a infraestrutura de atendimento da Unidade da Mama, especializada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

O anúncio foi feito pela vice-governadora Cida Borghetti e pelo secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, durante evento de liberação de recursos federais para serviços de saúde da capital, com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros e do prefeito de Curitiba, Rafael Greca.

Segundo a vice-governadora, o investimento faz parte de um amplo conjunto de ações que o Estado vem implantando para reforçar o combate ao câncer de mama no Paraná. "Com a instalação deste novo equipamento aqui no Hospital de Clínicas, criamos uma moderna rede de diagnóstico contemplando todas as quatro macrorregiões do Estado. Com certeza, uma excelente notícia para iniciar o Outubro Rosa", afirmou Cida.

PRINCIPAL ARMA - Os outros três mamógrafos digitais adquiridos pelo Estado estão em Maringá, Londrina e Cascavel. Os dois primeiros já estão em funcionamento e garantem melhores condições de diagnóstico às pacientes. Já o de Cascavel está em fase final de testes e deve começar a operar plenamente a partir deste mês de outubro.

?Estes equipamentos contribuem muito para que vidas sejam salvas. O diagnóstico precoce é hoje a principal arma que temos no combate ao câncer de mama e por isso estamos trabalhando para garantir que as mulheres paranaenses tenham acesso facilitado a este tipo de exame?, disse a vice-governadora.

SUPERIOR - De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o grande diferencial deste mamógrafo do Estado é que ele é digital e já vem com esterotaxia. ?A qualidade da imagem é muito superior ao do mamógrafo convencional que o HC mantém aqui. Isso ajuda no diagnóstico e no tratamento, pois é possível detectar nódulos ainda em estágio inicial?, explicou.

No SUS, o exame é indicado principalmente para mulheres com idade entre 50 e 69 anos. Contudo, mulheres com mais de 35 anos e que apresentam fatores de risco também devem realizá-lo com frequência. Nestes casos, a orientação é que a mamografia seja feita a cada dois anos.

Caputo Neto lembrou, ainda, que o repasse do mamógrafo é apenas uma das medidas que o Governo do Estado tem adotado para ajudar no processo de reestruturação do Hospital de Clínicas. ?Atendendo a um pedido da universidade, incluímos no HC no programa da Secretaria da Saúde de apoio com recursos financeiros aos hospitais públicos e filantrópicos. Isso garantiu o repasse de R$ 4 milhões ao ano como apoio do Estado no custeio das atividades do hospital. Uma atitude emergencial, dada as dificuldades que o hospital enfrenta?, relatou.

Paraná recebe R$ 26 milhões para rede de atenção à urgência

No evento desta segunda-feira foram aproximadamente R$ 26 milhões para ampliar e qualificar a rede hospitalar em Curitiba. Os recursos são do Ministério da Saúde e serão destinados à habilitação de novos leitos e serviços de média e alta complexidade. ?Os investimentos anunciados vão permitir um atendimento mais adequado e rápido a população. O Governo do Estado já aplicou R$ 15 bilhões em ações e serviços de saúde nos últimos seis anos e temos o comprometimento de atender as demandas desta área?, afirmou Cida.

Os recursos vão habilitar leitos clínicos e de UTI, além da ampliação dos serviços da rede de urgência, no Hospital do Trabalhador, Santa Casa de Misericórdia, Hospital Universitário Evangélico, Hospital das Clínicas e Hospital São Vicente. Somente para o Hospital das Clínicas serão R$11 milhões, com abertura de 60 novos leitos e qualificação de mais 30.

?São hospitais com referência em diversas especialidades que passarão a dar respostas mais positivas a população. Um esforço conjunto entre o governo federal, estadual e municipal?, ressaltou a vice-governadora.

Segundo o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, a ampliação dos leitos de urgência e emergência vai tornar ainda mais eficiente o SUS curitibano. De acordo com o ministro, posteriormente também serão anunciados recursos para a Região Metropolitana. ?Devemos anunciar recursos para a Região Metropolitana, pois tudo é um sistema único que se complementa?, explicou Barros. Ele citou, também, as habilitações de Unidades de pronto Atendimento em Foz do Iguaçu, Arapongas e Medianeira, além de R$ 6 milhões anuais para o Hospital de Câncer de Londrina.

PRESENÇAS - Participaram do evento o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca; a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulaka; a superintendente do Complexo Hospital de Clínicas, Claudete Reggiani; o presidente do Conselho Municipal da Saúde, Adilson Ribeiro; o deputado federal Luciano Ducci, as vereadoras Maria Manfron e Maria Letícia Fagundes.

AEN