Foz do Iguaçu

Deputada Claudia Pereira, esposa de Reni Pereira presta depoimento em Foz

Depoimento foi por vídeo conferência e durou pouco mais de uma hora

11/09/2017 16h19 | Atualizado em 11/09/2017 18h40
Na tarde desta segunda-feira (11) o juiz responsável pela Operação ouviu a deputada Claudia Pereira, do PSC. A parlamentar foi arrolada pela defesa do marido, o ex prefeito Reni Pereira - principal acusado nas Investigações.

O depoimento foi por vídeo conferência e durou pouco mais de uma hora. A deputada respondeu questionamento relacionados a três relatórios apresentados pela Polícia Federal que apontam supostos crimes envolvendo ela e o marido Reni Pereira no âmbito da Operação Pecúlio e Operação Nipoti.

O primeiro relatório indagado foi a respeito a uma suposta reunião de membros de uma organização criminosa aqui de Foz do Iguaçu. O relatório tem uma fotografia que comprova que a organização criminosa se reunia várias vezes. Segundo a deputada a foto mostra que os encontros eram apenas confraternização. Encontros que não tratavam de trabalho e apenas para relaxar.

O segundo relatório apresentado pela Polícia Federal e questionado pelo advogado de defesa foi sobre uma troca de mensagem via celular entre a deputada e Carlos Juliano Budel. Mensagem aponta indícios que a deputada indicada pessoalmente nomes de pessoas para trabalhar em empresas a serviços da prefeitura. Na mensagem ela cobra Budel sobre os empregos. Budel era responsável pelo gerenciamento das pessoas que trabalhavam nessas empresas. As mensagem foram trocadas em setembro de 2013, quando Claudia era secretaria de assistência social de Foz.

Sobre isso, a deputada explicou que o prefeito assim que assumiu a cidade precisou declarar moratória. Ela afirma que fez nomeações na secretaria que tocava, mas que eram servidores de carreira. Assim que a moratória acabou ela então começou a mandar os nomes para cargos de diretores e coordenadores que não precisavam de concursos público. Segundo ela, o motivo é por que necessitava de profissionais de confiança nos cargos. E que todos os nomes que ela indicou foram contratados e trabalharam na secretaria que ela tocava. Segundo ainda ela, funcionou tanto que até mesmo a ONU reconheceu algumas ações. Claudia afirmou que acompanhava de perto todos os nomes que ela indicou e que cobrava trabalho 24 horas por dia.

Terceiro e último relatório apresentado pela Polícia Federal foi a respeito de uma suposta compra de votos durante o pleito eleitoral em 2014 para eleger Claudia Pereira como deputada estadual. Segundo as investigações, a compra de votos era em troca de vale combustíveis. Cada eleitor, segundo a denúncia, trocava o voto por 10 litros de gasolina em um posto em Foz do Iguaçu.

Sobre essa denúncia, a esposa do ex prefeito Reni Pereira esclareceu que o "santinho" divulgado com essa informação da troca de combustível trazia o número que nem mesmo era o dela para votar. E sobre o posto de combustível a deputada disse que se quer conhece o posto e nem sabe a cidade em que fica. A investigação aponta ainda que muitos eleitores confirmaram receber a gasolina na época, mas a deputada disse que nem sabia que existia um posto de combustível com nome citado na investigação. "Isso é novo. Onde fica esse posto? Em qual cidade?" e o advogado de defesa respondeu: "Também não sei onde fica e se existe esse posto." A deputada ainda observou que em 2013, data de produção do santinho, não era candidata ainda.

Claudia finalizou os questionamento reforçando que todas as doações feitas para a campanha em 2014 foram legais e que a orientação era de que não tivesse nenhum prestador de serviços ou doações de pessoas jurídicas.

Campanha Reni Pereira

Sobre a campanha do marido, em 2012, a prefeitura de Foz do Iguaçu, Cláudia disse que o papel dela era pedir votos, correr pelos bairros, unir os eleitores. "Por ser esposa, eu tinha essa liberdade na campanha de correr pela cidade pedindo votos". Disse.

Sobre a acusação de que Reni Pereira entregou 2 milhões de reais ao então advogado Tulio Bandeira, também réu na Operação Pecúlio, e que o dinheiro seria para Tulio conseguir os votos necessários para Reni vencer o pleito. "Isso não aconteceu. Até tivemos que mudar a estratégia no final e a campanha foi bonita, foi honesta. Tanto que Reni foi o prefeito mais votado na história da cidade."

Criamos as caravanas, fazia mais com pouco que tinha em Foz. Essa foi uma das estratégias que na reta final da campanha. Essa denúncia não tem qualquer fundamento. A campanha dele foi limpa" concluiu a deputada.

Tulio Bandeira, que também é investigado na Operação Pecúlio, questionou a deputada sobre ela ter participado da campanha efetivamente em 2012. Ele questionou qual era o papel de Rodrigo Becker na campanha de Reni Pereira. Ela respondeu dizendo que não sabia e encontrava ele porque circulava por toda a cidade. Tulio Bandeira perguntou se Becker era responsável por alguma função financeira durante a campanha de Pereira e a parlamentar respondeu que não tem conhecendo sobre as funções durante a campanha.

Becker disse em delação que viu Tulio Bandeira e outros denunciados dividindo dinheiro em um ponto da cidade. Claudia disse que não sabe se isso aconteceu ou não, pois só sabia sobre logística e reuniões na campanha. A deputada voltou a afirmar que nunca foi preciso injetar mais dinheiro para dar um gás na reta final da campanha eleitoral de Reni Pereira e ao invés disso mudaram de estratégia apenas.


Catve Foz