Cascavel

Equipe de reportagem da Catve evita que mulher tire a própria vida

Jornalista Kharina Guimarães e o cinegrafista Marcos Cortina convenceram a mulher a desistir da ideia

29/04/2015 13h36 | Atualizado em 30/04/2015 13h36
"Parar o que a gente está fazendo é comum, as coisas acontecem e às vezes saímos da tv com um objetivo e a notícia acaba cruzando nosso caminho, mas não dessa forma", conta a jornalista Kharina Guimarães.

A equipe de reportagem de jornalismo da Catve evitou que uma jovem, de 18 anos tirasse a própria vida, nesta manhã (29), no bairro São Cristóvão, em Cascavel.

A jornalista Kharina Guimarães e o cinegrafista Marcos Antonio Cortina seguiam para a produção de uma reportagem, pela BR 467 sentido ao bairro Cataratas, quando perceberam que a mulher estava sentada para o lado de fora da passarela, prestes a tirar a própria vida.

A atitude não foi de noticiar, e sim, convencer a mulher a não se jogar da altura de aproximadamente sete metros. "Passando pela marginal observei uma menina sentada pelo lado de fora, a Kharina viu e pediu que eu parasse o carro", disse Marcos Cortina.

A mulher estava com uma flor nas mãos e retirava pétala por pétala, quando a jornalista se aproximou, a planta foi esmagada, o que assustou Kharina, pois qualquer má compreensão da jovem, poderia escrever esta reportagem com um epílogo trágico. "No início foi muito difícil, eu pensava o que e como vou falar, comecei perguntando se tava tudo bem, se ela precisava de ajuda, se ela queria conversar, mas eu precisava saber o que estava acontecendo com ela naquele momento".

Aos poucos Kharina convenceu a jovem a conversar com ela e explicar o que estava acontecendo.

Enquanto isso, Marcos Cortina ligava para o Corpo de Bombeiros, já que a uma quadra do local onde eles estavam, há uma central de atendimento e várias pessoas já haviam visto a cena. Infelizmente, ninguém tomou atitude, a não ser a jornalista e o operador de câmera. "Um outro senhor tentou conversar e acabou desistindo porque ela não respondia".

As duas permaneceram ali por cerca de 30 minutos, até que ela foi convencida de que o filho dela precisava da jovem. "A partir do momento que ela me contou o que acontecia, eu me apeguei ao fato de ela ter um filho, uma criança precisa de uma mãe e por mais difícil que seja a situação essa criança precisa da mãe", disse Kharina.

O socorro e a família da mulher chegaram, e ela voltou para casa. Em mais de 10 anos atuando no jornalismo, os dois nunca viveram uma situação semelhante a esta, por sorte ou por profissionalismo terminam bem com este caso. "Ver aquela situação e conseguir evitar é uma alegria", conclui Cortina.

Redação catve.com