Política

BOCA MALDITA: Miguel Dias chega com bagagem, sem roteiro engessado


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Nesta quinta-feira, às 19h30, a Catve coloca no ar uma aposta que foge do padrão morno da televisão regional. Estreia o programa "Boca Maldita", novo programa de entrevistas comandado por Miguel Dias, nome já conhecido de quem acompanha o jornalismo em Cascavel.

BAGAGEM

E não chega como novato, nem como aposta de laboratório. Miguel traz na bagagem algo que não se improvisa: estrada.

São mais de 30 anos vivendo Cascavel de perto, não só como observador, mas como participante ativo dos bastidores. Radialista, repórter, setorista político, colunista, blogueiro e assessor de imprensa. Passou por redações, microfones e gabinetes. Esteve nas rádios Colmeia, Capital e Estúdio 92, escreveu para a Gazeta do Paraná e para o Jornal Hoje, além de ocupar funções estratégicas como gerente de imprensa da Câmara Municipal e secretário de Comunicação da Prefeitura. Ou seja: conhece o jogo — e os jogadores.

VIVÊNCIA

É justamente essa vivência que sustenta a proposta do programa. O "Boca Maldita" nasce com uma linha clara: entrevistas diretas, sem rodeios, com espaço para o contraditório e, principalmente, para perguntas que muita gente evita fazer. Nada de script engessado ou conversa protocolar.

LUVA DE SEDA

Miguel sempre se destacou por isso: por não tratar temas espinhosos com luva de seda. E é essa marca que ele promete levar para o programa na Catve. Um comunicador que transita entre a informação e a opinião, com olhar atento ao que acontece fora do palco — onde, na maioria das vezes, a história realmente acontece.

ESTREIA

No programa de estreia, o tema já dá o tom: as mortes no trânsito de Cascavel. Na mesa, convidados com visões distintas: a dra. Laura Rossi, presidente da Transitar; o vereador Policial Madril, da Comissão de Segurança e Trânsito da Câmara Municipal que chega com críticas duras à atuação das autoridades do setor.

Debate quente, como manda o figurino — ou melhor, como Miguel gosta.

ESPAÇO SEMANAL

A ideia é manter o espaço semanal, ampliando os temas e, inevitavelmente, mergulhando no cenário político, ainda mais em tempos de temperatura eleitoral em alta.

No fim das contas, Miguel Dias representa um tipo de comunicador cada vez mais raro: aquele que não se limita ao roteiro. Em tempos de discursos calculados e falas pasteurizadas, é justamente essa característica mais crua, mais humana — às vezes incômoda — que mantém sua relevância. O público, possivelmente, ganha perguntas que andavam esquecidas.

FUI!!!

Seja bem-vindo, "Miguelito".

texto Luiz Nardelli

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