De acordo com nosso departamento de geoestratégia haverá uma mudança na configuração econômica de Cuba com a implantação de uma solução "Venezuelana" para ele. Com isto haverá grande oportunidade para empresários, consumidores e exportadores na ilha. Com uma população de aproximadamente 11 milhões de habitantes e uma localização estratégica no Caribe, a ilha representa um mercado de grande relevância geográfica, logística e comercial. Em um eventual cenário de abertura econômica mais ampla, Cuba poderá se transformar em uma das operações de abastecimento e reconstrução mais importantes do hemisfério.
Em processos de reconstrução econômica, é comum que grande parte do financiamento, das garantias e da contratação de fornecedores esteja ligada a empresas com presença local e estrutura operacional no mercado americano. Isso significa que companhias estabelecidas nos EUA tendem a sair na frente em setores como alimentos, materiais de construção, energia, transporte, tecnologia e bens de consumo.
Nesse contexto, abre-se uma oportunidade estratégica para o empresariado brasileiro. Se efetivamente queira participar desta oportunidade ele terá que construir presença nos Estados Unidos. Mais do que pensar apenas em exportar diretamente para Cuba, o momento é de construir presença nos Estados Unidos, desenvolver operação local, adequar produtos às normas regulatórias americanas e consolidar canais de distribuição.
Empresas brasileiras que avançarem nessa direção poderão disputar espaço de forma muito mais competitiva, inclusive com produtos nacionalizados ou distribuídos a partir de território americano. A vantagem é evidente: além de participar de um eventual ciclo de expansão comercial ligado a Cuba, essas empresas também se posicionam para atender o próprio mercado americano, que segue ampliando o consumo de alimentos importados, étnicos, funcionais e diferenciados. A Florida, por sua proximidade com o Caribe e sua forte infraestrutura portuária e logística, tende a ocupar papel central nesse processo.
A história econômica mostra que grandes transições geopolíticas costumam gerar janelas únicas de negócios. Se Cuba entrar em uma nova fase, haverá uma corrida por presença, contratos e fornecimento. Para as empresas brasileiras, o recado é claro: quem quiser participar do próximo grande movimento comercial da região precisa começar a se estruturar agora.
| Texto de Carlo Barbieri: especialista renomado em Economia, Negócios Internacionais, Direito e Consultoria, atuando como CEO do Grupo Oxford (EUA) e consultor para empresas brasileiras nos EUA. |
Texto de Carlos Barbieri
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