Política

Morre ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann, aos 77 anos

Político pernambucano enfrentava câncer no pâncreas


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O ex-ministro Raul Jungmann, que chefiou as pastas da Defesa e da Segurança Pública no governo Michel Temer, morreu na noite deste domingo (18), aos 77 anos, em Brasília.

Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas, com o qual convivia há anos, e estava internado no Hospital DF Star quando faleceu. Nos últimos dias, ele havia retornado à unidade após ter passado por um período de cuidados paliativos em casa.

Natural de Recife (PE), Jungmann teve longa carreira na vida pública. Ele foi deputado federal por três mandatos e ocupou cargos de destaque no Executivo. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, foi ministro de Desenvolvimento Agrário e de outras pastas relacionadas à política fundiária e agrária. Já no governo Temer, assumiu o comando do Ministério da Defesa e, posteriormente, da Segurança Pública, quando a pasta foi criada.

Ao longo de décadas de atuação política, Jungmann foi reconhecido por sua atuação em temas como reforma agrária, defesa nacional e segurança pública. Após deixar cargos no governo, também atuou como consultor e liderou instituições relacionadas ao setor privado e ao desenvolvimento econômico.


Nota Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) 

"Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.

Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios - Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando umaimportante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.

Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.

Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira.

Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.

Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto."

Lucas Dave | Catve.com

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