Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou neste sábado (3) sobre a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que incluiu bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em nota oficial, Lula classificou a ação como uma violação grave do direito internacional e um ataque direto à soberania do país vizinho.
O posicionamento do governo brasileiro ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar que forças dos Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela, resultando na prisão de Maduro. A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que o líder venezuelano será julgado em tribunais americanos por acusações como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Na nota, Lula afirmou que os ataques "ultrapassam uma linha inaceitável" e criam um precedente perigoso para a comunidade internacional. Segundo ele, o uso da força contra Estados soberanos enfraquece o multilateralismo e contribui para um cenário global de instabilidade, violência e insegurança.
O presidente destacou ainda que a condenação brasileira é coerente com a postura adotada pelo país em outras crises internacionais recentes, reforçando a defesa do respeito às normas internacionais e à solução pacífica de conflitos.
Lula também afirmou que a ação militar remete a episódios históricos de interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a preservação da região como uma zona de paz.
Por fim, o presidente defendeu uma resposta firme da comunidade internacional por meio da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou que o Brasil condena as ações militares, colocando-se à disposição para contribuir com iniciativas de diálogo e cooperação entre os países.
Igor Vieira sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com
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