Gralha Confere: é falso que hackers podem invadir a urna eletrônica

Máquina é projetada sem dispositivo de conexão à internet, com ou sem fio, impedindo qualquer acesso externo

28 de julho de 2020 | 13h26 | Atualizado há 53 dias

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Nas últimas eleições, pessoas levantaram a seguinte questão na internet: se os hackers conseguem invadir até os sistemas da NASA, por que não conseguiriam invadir a urna eletrônica brasileira?

O boato pode ter origem nos ataques programados aos sistemas eleitorais realizados sob supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preferencialmente no ano que antecede uma eleição, durante o Teste Público de Segurança (TPS). Primeiro em todo o mundo a fazer esse tipo de teste, o TSE abre os sistemas eleitorais para que investigadores, devidamente inscritos, tentem violar as barreiras de segurança do processo de votação.

O TPS é um evento permanente do calendário da Justiça Eleitoral. Traz a participação e a colaboração de especialistas na busca por problemas ou fragilidades que, uma vez identificados, serão resolvidos e testados antes da realização do pleito. Já foram realizadas cinco edições: em 2009, 2012, 2016, 2017 e 2019.


A URNA NÃO É LIGADA À INTERNET

Mas, no dia da eleição, é impossível que a urna eletrônica sofra qualquer tipo de ataque, porque ela é projetada sem dispositivo de conexão à internet, com ou sem fio, impedindo qualquer acesso externo aos seus sistemas. A segurança e o isolamento das urnas vêm desde o seu processo de fabricação. O único cabo que ela possui é o de energia e, se for necessário, ela poderá ficar ligada somente na bateria por mais de dez horas, por exemplo, caso falte luz.


GRALHA CONFERE

Baseada no Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e em critérios internacionais de checagem, a Central Gralha Confere é operada por servidores da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), com base nos bancos de dados da Justiça Eleitoral e informações de porta-vozes internos, com auxílio do Conselho Editorial e Consultivo, formado pelos gestores da instituição.

Para utilizar toda a capilaridade da Justiça Eleitoral do Paraná no combate à desinformação, integram o projeto representantes de 13 cidades polo: Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Francisco Beltrão, Paranavaí, Cianorte, Umuarama, Campo Mourão e Guaratuba.

Durante todo o período eleitoral, a população pode enviar para o número 55 41 98700-5100 no WhatsApp dúvidas sobre conteúdos que circulam nas redes sociais relacionados ao processo eleitoral e à segurança do voto no Paraná. Não são averiguadas informações sobre candidatos e partidos.

Os conteúdos selecionados, conforme a repercussão e o interesse geral, serão checados e divulgados no site www.gralhaconfere.tre-pr.jus.br, nas redes sociais do Tribunal e nas páginas de mais de 40 entidades parceiras do projeto. As informações, classificadas em "Verdadeiro", ?Impreciso? ou ?Falso?, serão editadas em forma de texto, áudio, cards e vídeos explicativos de até um minuto.
Redação Catve.com/TRE-PR
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