Brasil

Relatório aponta sucateamento e abandono de aeronaves da Funai

Somente de aluguel atrasado com estacionamento de aeronaves em Brasília o valor chega a R$ 3 milhões

08/07/2019 09h31 | Atualizado em 08/07/2019 09h35
Um pente-fino, feito na Funai (Fundação Nacional do Índio) aponta que nove aeronaves que deveriam garantir atendimento médico para povos indígenas estão sucateadas.

Dessas nove, três estão irrecuperáveis, uma acidentada e o restante está inoperante.

Durante a visita, acompanhada pela Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, fez um vídeo mostrando a situação e criticou o fato de abandono pela ex-gestão.

"Uma aeronave dessas cobiçada por muitos, aqui abandonada. Detalhe, estamos pagando aluguel. Somente em um dos hangares são mais de R$ 700 mil reais de cobrança de aluguel".

O relatório aponta ainda que somente de aluguel atrasado com estacionamento de aeronaves em Brasília o valor chega a R$ 3 milhões.

O valor estimado com o leilão das aeronaves é de cerca de R$ 1 milhão.

"É um descaso! índio morrendo por falta de atendimento médico, essa aeronave podia estar no Ministério da Saúde, para a área de saúde indígena e está aqui abandonado desde 2012", desabafa Damares.

Já não é de hoje que a Funai, vem sendo alvo de diversas polêmicas.

Em junho, Agentes da Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal e Ministério Público Federal realizaram a Operação Kitsune no Mato Grosso, que apontou um esquema criminoso de fraudes e desvio de recursos públicos no âmbito do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kaiapó (MT).

As investigações apontaram fraude na aquisição de refeições para os indígenas; pagamentos sem cobertura contratual; superfaturamento nas quantidades e adulteração nos controles das refeições servidas; condições precárias de armazenamento dos alimentos; cozinhas inadequadas e falta de refeitório para atender os pacientes acomodados nas CASAIs dos municípios de Colíder (MT) e de Peixoto de Azevedo (MT).

De acordo com os investigadores, a empresa contratada repassava dinheiro para servidores do DSEI Kaiapó (MT), da FUNAI (inclusive lideranças indígenas) e da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), entidade responsável pela disponibilização de profissionais das Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena (EMSI). Também foi constatado um volume extremamente elevado de transações bancárias que não permitem a identificação do destinatário do dinheiro, a exemplo de saques ou cheques pagos diretamente na agência.

Até o momento, os desvios ocasionaram prejuízo de aproximadamente R$ 2,5 milhões de um montante de R$ 5 milhões em despesas fiscalizadas.

O papel da Fundação será debatido no Supremo Tribunal Federal no dia 01° de agosto, quando o tribunal retoma as atividades.

Redação com Agência Brasil



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