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Casos de esporotricose voltam a preocupar moradores de Cascavel

Doença transmitida por fungo pode afetar gatos, outros animais e também seres humanos


O reaparecimento de casos de esporotricose em Cascavel voltou a acender o alerta das autoridades de saúde e da população. A Vigilância em Saúde Ambiental acompanha um caso no Bairro Maria Luiza e realiza orientações aos moradores da região para evitar a disseminação da doença.

A esporotricose é uma zoonose causada por um fungo e atinge principalmente gatos, mas também pode ser transmitida para outros animais e para seres humanos. No ano passado, mais de 80 casos foram registrados no município.

Um dos principais sinais da doença é o surgimento de feridas na face, nas patas ou em outras partes do corpo dos animais. A transmissão costuma ocorrer por meio de arranhões, mordidas ou contato com lesões de animais infectados, especialmente gatos que vivem soltos nas ruas.

Segundo especialistas, apesar de ser considerada uma doença grave por causa do risco de transmissão, a esporotricose tem tratamento e cura. O acompanhamento deve ser feito por profissionais capacitados e o tratamento pode durar entre três e seis meses, dependendo de cada caso.

A orientação é que pessoas que tenham contato com animais suspeitos ou diagnosticados com a doença procurem atendimento médico em uma unidade de saúde e informem os órgãos responsáveis. O tratamento está disponível tanto para os animais quanto para os seres humanos.

A Vigilância em Saúde Ambiental informou que não realiza a captura de gatos errantes para tratamento. O trabalho do setor inclui investigação epidemiológica, orientações técnicas e encaminhamento para atendimento em clínicas especializadas.

No caso acompanhado no Bairro Maria Luiza, o gato suspeito ainda não foi capturado. Conforme apurado pela reportagem, o animal costuma retornar ao mesmo endereço em busca de alimento. Uma nova tentativa de captura está sendo organizada e, caso seja bem-sucedida, o gato será encaminhado para tratamento.

As autoridades reforçam que, ao identificar feridas suspeitas em gatos ou outros animais, a população deve evitar o contato direto e buscar orientação profissional o mais rápido possível. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação e reduzir o risco de transmissão.


Reportagem João Carlos Del Rios | EPC (Esporte, Política e Cidadania)

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