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Mulher espera desde o ano passado por uma cirurgia na coluna em Cascavel

Quadro se agrava e família teme perda de movimentos


A costureira Aquélice Borges Oderdenge espera por uma cirurgia na coluna desde o ano passado, em Cascavel. Diagnosticada com hérnia de disco, ela convive com dores intensas e limitações no dia a dia.

"Eu tenho dores há mais de quatro anos e, um dia, eu travei. Estava trabalhando e não consegui mais levantar da cadeira. Eu era costureira na época. Procurei um médico, e eles me encaminharam para um ortopedista. Agora tenho que fazer uma cirurgia. Estou com uma hérnia de disco bem comprometida, e ela está afetando toda a minha coluna. Tem dias em que eu travo e não consigo andar. Aí eu chamo a ambulância, eles me levam para a unidade para tomar morfina, remédios para dor, e me mandam de volta para casa", contou Aquélice.

Sem previsão para o procedimento, a situação tem se agravado. Em alguns momentos, Aquélice não consegue caminhar e precisa ser levada a unidades de saúde para receber medicação forte contra a dor.

"Eles dão preferência para quem chega acidentado, e esse médico é o único que faz essa cirurgia em Cascavel. E a maior fila que tem é essa. Para falar a verdade, eu nem consegui entrar ainda no HU. Quando eu entrar, vou ter que refazer todos os exames para, então, marcar a cirurgia", disse a paciente.

Aquélice depende de ajuda até para atividades simples dentro de casa. A família teme que, sem a cirurgia, ela perca os movimentos e precise de cadeira de rodas.

A mãe, Elza Borges Perez, acompanha de perto toda a situação e relata o impacto da espera na rotina da família. Além das dificuldades financeiras, a casa precisou ser adaptada para atender às limitações da paciente.

"Para uma mãe é dolorido demais, porque, quando a gente tem uma esperança, a gente se apega nela. Mas, quando a gente perde todas, fica bem difícil", relatou Elza.

Em nota, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (CISOP) informa que "a mesma foi avaliada em três ocasiões distintas, nas dependências deste Consórcio, por profissionais especialistas na área de ortopedia.

Identificamos em nosso sistema que a última avaliação foi em 28/10/2025, após a realização de exames de apoio diagnóstico por imagem RNM, constatou-se indicativo de possível necessidade de intervenção cirúrgica. Diante disso, a paciente foi inserida, em 13/11/2025, na fila de espera do serviço de referência em Alta Complexidade, sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde, para avaliação especializada e eventual realização de cirurgia de coluna, conforme definição do profissional avaliador.

Ressalta-se que o CISOP não dispõe de informações quanto a prazos ou previsão para atendimento da referida demanda, uma vez que o fluxo regulatório é de competência da Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio da 10ª Regional de Saúde.

Sem mais para o momento, colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos."


Reportagem de Diego Hellstrom | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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