O aumento no uso de medicamentos injetáveis tem provocado um problema: o descarte irregular de agulhas, seringas e aplicadores.
Esses materiais estão cada vez mais presentes na rotina da população, seja no uso de insulina, tratamentos hormonais, doenças autoimunes ou nas chamadas "canetas emagrecedoras", cujo uso cresceu 88% no Brasil no último ano.
Com mais aplicações, cresce também o volume de resíduos, e nem sempre o destino é o correto.
De acordo com as normas da Anvisa, esses itens são considerados resíduos de serviços de saúde e exigem descarte específico. O procedimento adequado é armazenar os materiais em recipientes rígidos, como garrafas PET com tampa, até atingirem dois terços da capacidade. Depois, devem ser fechados, identificados e encaminhados a pontos de coleta.
"O ideal é colocar em uma garrafa PET e, depois, levar a um ponto de coleta, como farmácias ou unidades de saúde. No lixo comum ou reciclável, jamais", orienta a diretora de conservação ambiental, Olga Taschá.
Farmácias e unidades básicas de saúde recebem pequenas quantidades desses materiais, geralmente provenientes do uso doméstico. Em alguns casos, os próprios postos fornecem caixas apropriadas para armazenamento e devolução segura.
Mesmo assim, o descarte incorreto ainda é frequente. No Ecoponto Manaus, por exemplo, seringas e agulhas raramente chegam embaladas da forma adequada e acabam sendo tratadas como lixo infectante após a triagem.
O problema vai além do impacto ambiental. O descarte irregular representa risco direto para trabalhadores da coleta, triagem e armazenamento, que podem sofrer perfurações e contaminação por doenças infecciosas.
Além disso, muitos materiais são descartados de forma escondida em meio ao lixo comum, o que dificulta a identificação e aumenta os perigos.
A orientação é clara: agulhas e seringas não devem, em hipótese alguma, ser descartadas no lixo comum. A conscientização da população é fundamental para evitar acidentes e garantir a destinação correta desses resíduos.
Confira detalhes no vídeo:
Reportagem de Patrícia Cabral | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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