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Licitação para terceirizar serviços do Hospital de Retaguarda é lançada em Cascavel

Valor mínimo da concessão é de R$ 7,8 milhões


Catve

Uma licitação foi lançada para terceirizar os serviços do Hospital de Retaguarda de Cascavel.

Atualmente, o gerenciamento é feito pela prefeitura em parceria com o CONSAMU. No entanto, todos os custos são pagos pelo município. O valor chega a R$ 3 milhões por mês, por isso, a prefeitura pretende realizar a terceirização.

A data prevista para a licitação é 14 de maio, com valor mínimo de concessão de R$ 7,8 milhões.

"Essa concessão vai permitir que a instituição que assuma, caso tenhamos um investidor ou alguém interessado, faça suas contratualizações com a Secretaria de Estado da Saúde e outras que julgar necessárias, ofertando sempre atendimentos 100% SUS", disse o secretário de Saúde, Ali Haidar.

Ele também explicou que a empresa vencedora terá que investir na estrutura do hospital. "As empresas têm que fazer todo o gerenciamento e manter alguns requisitos de plantão, como, por exemplo, um plantão ortopédico para receber pacientes de média complexidade, conforme previsto no edital", explicou o secretário.

Essa não é a primeira tentativa do município de terceirizar os serviços. Em 2024, uma licitação foi lançada, mas ficou deserta.

Caso haja uma vencedora, a empresa deverá assumir após a reforma do hospital.

Além disso, os servidores que trabalham no local terão o contrato encerrado, sem nenhuma garantia.

FALTA DE PONTUALIDADE NOS PAGAMENTOS

Os funcionários terceirizados que já atuam no Hospital de Retaguarda, em Cascavel, enfrentam problemas com a falta de pontualidade nos pagamentos.

A empresa assumiu em setembro de 2025 e, apesar de realizar os depósitos, os salários caem sempre em datas diferentes. Em muitos casos, o pagamento não ocorre até o quinto dia útil, como previsto em lei.

O vale-alimentação também não tem uma data fixa para ser pago. O FGTS também apresentou atrasos: os depósitos não vinham sendo feitos desde outubro e só foram regularizados em fevereiro.

Entre os trabalhadores estão copeiros, camareiros, auxiliares de engenharia e limpeza, recepcionistas e controladores de acesso. Uma funcionária, que preferiu não ser identificada, relatou outra preocupação: trabalhadores que fizeram empréstimo consignado têm o valor descontado em folha, mas o repasse ao banco não tem sido feito pela empresa.

A empresa responsável pelo serviço é de Santa Catarina. A contratação foi feita por meio de licitação realizada pelo CONSAMU, que é o responsável pela fiscalização do contrato.

A equipe da Catve entrou em contato com a empresa, que informou que o atraso foi de apenas um dia, e também com o CONSAMU, mas ainda não houve retorno.

Confira os detalhes no vídeo acima.

Reportagem Déborah Evangelista | Jornal da Catve

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