Catve
Durante o verão, a presença de morcegos aumenta e, por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para os cuidados com a raiva.
De acordo com a Sesa, em 2025 foram registrados 59 morcegos que testaram positivo para a raiva. O número é inferior ao registrado em 2024, quando foram confirmados 82 casos.
A orientação é que, em qualquer acidente envolvendo morcegos, as pessoas procurem atendimento médico.
Adecir e Renata moram no bairro Cascavel Velho e, há poucos dias, tiveram uma visita inesperada: dois morcegos dentro de casa e um na calçada. Foram três ocorrências entre os dias 27 e 29 de dezembro.
Eles não tocaram nos animais e acionaram a Vigilância Ambiental do município. Renata procurou atendimento em uma unidade de saúde, e os cachorros da família estão vacinados.
De acordo com especialistas, entre dezembro e fevereiro é comum o aumento da presença de morcegos. Esse período coincide com a época de reprodução da espécie e maior abundância de alimento.
A veterinária da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Paula Costa Lis, informou que, nesse mesmo período, entre 2024 e 2025, foram atendidas, em média, quatro chamadas por dia envolvendo morcegos.
Não são apenas os morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) que podem transmitir a raiva. Espécies que se alimentam de insetos e frutas também podem estar contaminadas, por isso todo cuidado é fundamental.
Os morcegos são animais silvestres protegidos por lei, e matá-los é crime ambiental. Ao encontrar um morcego, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental. O telefone de plantão é (45) 98804-7211.
O último caso de raiva humana registrado no Paraná ocorreu em 1987.
Confira os detalhes no vídeo acima.
Reportagem Isabela de Oliveira e Caio Vasques | CATVE
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