No FC Cascavel é quase uma unanimidade dizer que o duelo contra o Cianorte é um clássico do futebol paranaense.
E daí a gente lembro do velho e bom clichê do futebol: "clássico não se joga, clássico se vence". Faz ainda mais sentido quando as estatísticas apontam que contra o Cianorte o FC Cascavel sofre muito. Em 17 jogos, são três vitórias da Serpente, seis empates e oito vitórias do Leão do Vale. Nem contra Coritiba e Athletico, os maiores times do Estado, o Aurinegro tem um retrospecto tão desequilibrado assim.
Para o volante Pedro Paçanha, por mais contraditório que pareça, o Cianorte traz boas lembranças. Em dois jogos ele marcou dois gols contra o Leão do Vale. Ele balançou a rede com um bonito gol no empate em 1 a 1 pela Taça FPF em outubro do ano passado. Antes, em julho, marcou um dos gols da vitória do Cascavel sobre o rival por 2 a 1 na Série D.
O Libano chegou no Cascavel no final de 2017 para iniciar a trajetória em 2018 com a camisa amarela-preta. Se não participou de todos, esteve na maioria dos confrontos com o Cianorte. Ninguém mais do elenco sabe tanto quanto ele sobre esse clássico.
Ao saber dos números, Libano reconheceu o desequilíbrio desse confronto, mas entende que os dados não fazem muita diferença quando a bola rola.
Para o jogo de domingo, às 16h, no Estádio Olímpico Regional, quem chega com mais moral é o Cascavel. Não perde ainda na Série D e se vencer pode ficar muito perto, matematicamente, da classificação.
Em três jogos, o Cianorte perdeu dois e venceu um. Vem de uma derrota em casa para o Joinville. Mesmo em momentos distintos, por aqui não se fala em favoritismo.
E olhando para dentro do elenco, César Bueno sabe que o sistema ofensivo precisa melhorar o aproveitamento. Tiba tem sido titular, mas ainda não conseguiu marcar gol na Série D. O jovem Galdino entrou bem e fez o segundo na vitória sobre o Guarany de Bagé na rodada passada. Césão mantém mistério na escalação e ao ser perguntado se pode ter mudanças na frente, se esquivou.
Ás vésperas de um clássico, o grupo saber que para vencer não tem como cortar caminho, mas com ambiente favorável, no treino o Luizinho não escapou do moderno corte de cabelo da rapaziada.
Deivid Souza / Hora do Esporte
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