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Nos pênaltis, Operário vence o Londrina e conquista o título de bicampeão paranaense de 2026


Foto: André Oito

Como nos bons e velhos tempos, o Estádio do Café ficou lotado para a grande final do Campeonato Paranaense de 2026. A final entre Londrina e Operário pelo segundo ano consecutivo colocou duas equipes do interior do Estado em uma decisão. Depois de um empate sem gol na primeira partida, Tubarão e Fantasma voltaram a fazer uma partida muito disputada e o placar da ida se repetiu na volta, no tempo normal: 0 a 0. Apesar da rivalidade ao longo dos anos, foi a primeira vez que se enfrentaram em uma final de estadual e deu Operário nos pênaltis.

Com as arquibancadas lotadas, mais de 20 mil torcedores, o Londrina queria o sexto troféu de campeão e comemorar o título em casa. A última conquista como mandante tinha sido em 1992. Atual campeão, o Operário viajou em busca do bicampeonato, sendo o terceiro na história do clube. O primeiro da equipe de Ponta Grossa foi em 2015.

Era uma final que seria decidida nos detalhes. E assim aconteceu mesmo, com a emoção dos pênaltis. No primeiro tempo da partida o Operário foi mais perigoso que o Londrina. Teve mais posse de bola, mais finalizações e controlou bem o adversário. O LEC teve dificuldades para jogar, chegou poucas vezes ao gol de Vagner e só melhorou na reta final do primeiro período.

No segundo tempo foi diferente. O Operário até começou melhor, mas logo o Londrina melhorou e passou a ter uma postura bem diferente da etapa inicial. O LEC poderia ter feito o primeiro gol em três oportunidades mais claras, duas com o artilheiro Bruno Santos e uma aos 55 minutos com Fabiano, que livre dentro da área jogou a bola do título longe do gol. O Fantasma praticamente não fez o goleiro adversário trabalhar.

Sendo assim, o placar de 0 a 0 levou a final do Paranaense de 2026 para os pênaltis. Nas cobranças diretas, quem se deu bem foi o Operário, que venceu por 4 a 3. Operário campeão pela terceira vez em sua história. Festa visitante no Estádio do Café e frustração total da torcida do Londrina. A exemplo do Cascavel em 2021, o LEC é vice-campeão invicto. 

Agora as duas equipes se preparam para o Brasileiro da Série B.

O jogo - 1º tempo

Quem se sentiu em casa assim que a bola rolou foi o Operário. Sem sentir o desgaste do meio de semana quando eliminou o Betim na Copa do Brasil, o Fantasma começou melhor e foi em busca do primeiro gol nos primeiros minutos.

Com menos de um minuto o goleiro Kozlinski já teve trabalho depois uma bola lançada na área. O goleiro saiu nos pés de Moraes depois que André Dhominique não dominou bem a bola.

Aos quatro minutos o Operário conseguiu uma nova finalização. Boschilia tentou de fora da área, chutou no meio do gol e o goleiro do LEC segurou firme. A primeira chegada do Londrina foi só aos 14 minutos em uma bola cruzada pela esquerda em que o goleiro Vagner espalmou esquisito.

Passado o ritmo intenso dos primeiros minutos, o confronto passou a ser mais estudado pelas duas equipes e de muita marcação no meio campo. As oportunidades ficaram mais raras. Somente aos 25 minutos Vagner foi acionado novamente. Lucas Marques recebeu na intermediária e bateu de longe, o goleiro do Fantasma caiu bem para defender no canto.

Os visitantes responderam no minuto seguinte. Moraes apareceu na intermediária, mas bateu em cima Kozlinski, que segurou sem dar rebote. A torcida do Londrina sentiu o Operário melhor que o alviceleste e tentou empurrar o Tubarão cantando e apoiando o time.

Aos 30 minutos o árbitro parou o jogo para hidratação e o técnico Allan Aal demonstrou sua insatisfação com a equipe, falando e gesticulando bastante com os jogadores. O puxão de orelha não acordou o Londrina e quem continuou com mais posse de bole foi o Operário.

Com 35 minutos Boschilia voltou a chutar de longe. A exemplo da primeira tentativa Kozlinski defendeu de novo sem dificuldade. O LEC só voltou a atacar na reta final do primeiro tempo. Aos 42 minutos o Londrina construiu uma boa jogada trabalha e após um cruzamento rasteio a bola passou na frente do gol. Bruno Santos não conseguiu alcançar e Doka tirou na segunda trave. Dois minutos depois, o atacante Bruno Santos subiu mais que todo mundo, mas a cabeçada foi fraca e Vagner pegou.

No último lance da etapa inicial, quase o gol saiu. Kevin cruzou e Moraes Júnior afastou, mas quase marcou contra. Em um primeiro tempo em que o Operário foi melhor, o Londrina desceu para os vestiários com a sensação de que a ansiedade atrapalhou a equipe nos primeiros 45 minutos.

2º Tempo

Allan Aal e Luizinho Lopes, técnicos de Londrina e Operário, respectivamente, voltaram para o segundo tempo sem mudanças. Só de postura mesmo. O Londrina retornou mais concentrado, mesmo com o rival ainda tendo mais posse de bola. Até os 10 minutos o lance mais bonito foi uma bola de Índio no meio das pernas de Vitinho.

No entanto a primeira chegada realmente perigosa, com chance clara de gol, foi do Londrina. Aos 10:40 Vitinho fez uma boa jogada pela direita, Vagner falhou no alto e depois de um chute cruzado de Lucas Marques, Bruno Santos, artilheiro do time no Estadual, perdeu uma ótima chance de abrir o placar mandando para o alto quase que na pequena área.

O lance acordou o Londrina e a torcida, que já começava a se irritar com a atuação do time, veio junto. Aos 14 minutos Paulinho Mocellin recebeu de Iago Telles, mas errou o alvo depois de um grande contra-ataque. No minuto seguinte, as primeiras alterações de Allan Aal, Saíram, Vitinho, voltando de lesão, e Lucas Marques e entraram Gilberto e Fabiano.

Melhor na partida, os donos da casa passaram a controlar o jogo. Mais uma grande chance surgiu aos 16 minutos. Cruzamento de Gilberto pela esquerda e Bruno Santos, atrapalhado, mandou para fora na segunda trave. Preocupado com a postura do time, Luizinho Lopes mexeu. Edwin Torres entrou e saiu Hildeberto. Depois Gabriel Feliciano na vaga de Moraes Júnior e Matheus Trindade no lugar de Aylon.

No segundo tempo a parada técnica foi aos 28 minutos. Na retomada da partida o Londrina continuou melhor, mas ainda teve muitas dificuldades na criação. Esboçou uma pressão mais na base do abafa e empurrado pela torcida. Aos 36 minutos os treinadores mudaram novamente. Paulinho Mocellin foi substituído por Vitor Jacaré, no Londrina, e Zuluaga e Neto Paraíba entraram no Fantasma. Doka e Índio deixaram o campo.

Na reta final da partida, somente aos 40 minutos, é que o Operário conseguiu levar um certoi perigo ao gol do Londrina. A defesa alviceleste errou na saída de bola e depois do cruzamento da esquerda, Léo Gaúcho cabeceou para fora.

Allan Aal, aos 42 minutos, efetivou no Londrina as últimas alterações. Bruno Santos deu lugar à Juninho e André Dhominique saiu para a entrada de Chumbinho. Aos 47 minutos, quando o Tubarão atacava, o Operário roubou a bola e saiu para o contra-ataque, Edwin Torres acertou uma pancada de longe e Kozlinski espalmou, salvando o Londrina.

Aos 48:30 tiveram expulsões. Vinicius Diniz e Chumbinho expulsos. Vinicius Diniz por fazer falta em Jacaré, já tinha amarelo, levou o segundo seguido do vermelho. Já o Chumbinho entrou na provocação de Vinicius Diniz, empurrou o jogador do Operário e levou o vermelho. O VAR analisou a expulsão de Chumbinho e Lucas Paulo Torezin, árbitro de campo, manteve o vermelho.

Depois de cinco minutos parado, o jogo foi retomado com falta para o Londrina. Gilbertou mandou uma bomba de longe e Vagner não segurou, Fabiano teve a bola do título, mas errou a finalização livre dentro da área e mandou longe do gol. Os ataques não funcionaram e a partida acabou mesmo 0 a 0.

Pênaltis

Iago Telles abriu as penalidades. Ele tentou surpreender Vagner, não tomou distância, mas mandou no meio do gol e perdeu.

Boschilia foi para a primeira cobrança do Operário. O capitão do Fantasma mandou no cantinho e fez 1 a 0.

Gilberto, que já perdeu pênalti no campeonato, foi para a segunda batida do Londrina e deslocou o goleiro para empatar: 1 a 1.

Léo Gaúcho veio para a cobrança, bateu forte no canto, mas o goleiro Kozlinski foi na bola e pegou o pênalti.

Vitor Jacaré, que entrou no segundo tempo, na bola. Ele bateu no canto direito, Vagner foi para o canto esquerdo Londrina na frente: 2 a 1.

Vez de Neto Paraíba para o Operário. Ele bateu no cantinho, Kozlinski foi na bola, mas não alcançou: 2 a 2.

A quarta cobrança do Londrina foi de André Luiz. Com a pressão cada vez maior, ele bateu mal e Vagner defendeu, do jeito que o goleiro gosta.

Operário com nova chance de abrir vantagem. Matheus Trindade com a responsabilidade e ele correspondeu: 3 a 2 no placar.

Agora o Londrina precisava fazer com o zagueiro Wallace e torcer para o Operário errar a última batida. O capitão do LEC fez a parte dele com categoria.

Título para o Operário nos pés de Gabriel Feliciano. Para o Londrina, a torcida para que ele falhar. Mas, Feliciano não errou e bateu com perfeição para fecha a conta em 4 a 3 para o Fantasma.


Deivid Souza/Redação Catve.com

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