Zé Neves guarda com muito zelo um pedaço da riquíssima história do futebol amador de Cascavel. Na casa dele há mais de 250 troféus: de campeão, vice, terceiro, quarto e quinto lugar — de tudo um pouco. Mas ele garante: a maioria é de campeão. Bons tempos. Boas lembranças.
Cada troféu rende horas de conversa, mas este é o mais especial: vencedor da 1ª Olimpíada de Cascavel, em 1997. No ano seguinte, também foi campeão no futebol sete.
A família de Zé Neves sempre foi apaixonada por futebol. Ele até tentou ser jogador, mas, digamos, não teve muita sorte. Então decidiu organizar times para disputar campeonatos — mas antes encarou um grande desafio: ser árbitro.
"Tentei ser jogador, mas me decepcionei, voltei com incentivo de amigos para arbitrar jogos".
Foram mais de 20 anos apitando jogos. Inclusive, um amistoso do volante Capitão, ex-jogador com passagens por São Paulo, Portuguesa, Grêmio e Guarani. Zé Neves conta que, no jogo desta foto, Capitão saiu correndo para assinar contrato com o São Paulo.
A experiência como árbitro o fez mudar de lado. Conhecendo muitos jogadores, decidiu montar o primeiro time: o Esporte Clube Paranaense — o mesmo das Olimpíadas de Cascavel. Como sempre morou no bairro Interlagos, acabou se obrigando a escolher outro nome para a equipe.
Nas Olimpíadas de Cascavel, não era possível disputar apenas uma modalidade.
Muitos bons jogadores vestiram a camisa do Esporte Clube Paranaense de Zé Neves — alguns, inclusive, se tornaram profissionais. Em 2009, ele assumiu a organização do popular e folclórico Terrão de Cascavel. O time dele disputou aquela edição, marcada por polêmicas.
A história do Terrão de Cascavel começou muito antes de Zé Neves, mas a contribuição dele para a manutenção do campo de terra foi fundamental.
Deivid Souza / Hora do Esporte
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