A final da Copa Africana das Nações se consolida para sempre como um dos roteiros mais ricos da história do futebol. Senegal chegou a deixar o campo, revoltado com duas marcações da arbitragem que poderiam decidir o jogo. Mas voltaram a tempo de impedir a derrota no tempo regulamentar e arrancar a vitória de 1 a 0 sobre Marrocos na prorrogação, para se sagrar campeã do torneio.
Os primeiros 90 minutos do duelo caminhavam para um empate sem gols, até que tudou mudou nos acréscimos. Os senegaleses tiveram um gol anulado, em jogada de escanteio, por suposta falta em Hakimi. Essa marcação por si só já gerou revolta por parte deles. Mal sabiam que pior ainda estava por vir.
Pouco tempo depois, Brahim Díaz caiu na área após enroscada com El Hadji Malick Diouf e o árbitro Jean-Jacques Ndala nada marcou. O VAR, entretanto, o chamou para revisar o lance, e o dono do apito acabou assinalando pênalti. Ali começava uma série de acontecimentos que deixaram a história da partida ainda mais impressionante.
Mané assume papel de líder
A revolta geral foi imediata após a marcação do dono do apito. Não à toa, o treinador da equipe, Pape Thiaw pediu para seus jogadores deixarem o gramado. A ordem do comandante foi cumprida por quase todos eles. Bom para seleção senegalesa que tinham um líder diferenciado no plantel.
Sadio Mané, grande astro do país que marcou época no Liverpool, e atualmente atleta do Al-Nassr, pediu para que os companheiros de time voltassem para dentro daa quatro linhas. A partir daquela atitude, aconteceria uma das maiores viradas de chave da história do futebol.
Brahim perde pênalti
O responsável pela finalização que provavelmente selaria o título dos marroquinos não poderia ser diferente. Brahim Díaz, do Real Madrid, foi o escolhido para cobrar o pênalti. Ele foi artilheiro da CAN, com cinco gols, e é o grande destaque ofensivo da equipe comandada por Walid Regragui.
Esperava-se que um jogador daquele calibre não sentisse a pressão de ter nos seus pés, a bola do campeonato. E essa expectativa estava certa, mas não foi comprovada da melhor forma: o meia foi para batida e cavou nas mãos do goleiro Édouard Mendy.
Pape Gueye decide
O pênalti desperdiçado pelo camisa 10 foi o último lance do tempo regulamentar. Era notório que a confiança mudasse da lado para prorrogação, diante da maneira que tudou aconteceu logo antes do apito final. Senegal soube utilizar bem de toda essa situação para voltar com outra cara.
Ainda aos três minutos do primeiro tempo, os senegaleses puxaram grande contra-ataque coletivo, até a bola chegar em Pape Gueye. O volante do Vilarreal recebeu de dentro da grande área, e acertou belo chute para marcar o gol do título.
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