STJD pune Brusque com perda de três pontos por injúria racial contra Celsinho

O Brusque ainda foi multado em R$ 60 mil e o dirigente Júlio suspenso por 360 dias e multado em R$ 30 mil

24 de setembro de 2021 | 16h25 | Atualizado há 24 dias

Foto: Daniela Lameira / Site STJD
PUBLICIDADE
A Quinta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) puniu o Brusque em R$ 60 mil e perda de três pontos no Brasileirão Série B em julgamento realizado nesta sexta-feira (24) pela conduta no caso de injúria racial contra Celsinho na partida contra o Londrina, pela 21ᵃ rodada da competição. O clube ainda pode recorrer.

Além disso, o STJD condenou o conselheiro do clube Júlio Antônio Petermann, no artigo 243-G, por prática de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Ele foi suspenso por 360 dias das praças de futebol e recebeu multa de R$ 30 mil.

Por causa da nota, por não fiscalizar o comportamento dos profissionais do clube, possibilitando que os mesmos agissem como torcedores, o Brusque também foi responsabilizado por violar itens da Diretriz Técnica Operacional de Retorno das Competições da CBF, infringindo o artigo 191, II, III do CBJD. A multa de R$ 60 mil ao Brusque foi aplicada por maioria e a perda de pontos foi feita de forma unânime.

A hipótese de exclusão do clube da competição foi rechaçada pelos cinco julgadores.

Presidente do Conselho Deliberativo, que foi afastado pelo Brusque, Júlio Antônio Petermann reconheceu que usou o termo "cabelo de cachopa de abelha", mas não relacionado à cor da pele de Celsinho. ?Foi um adjetivo comum que usamos na região. Se fosse o David Luiz, usaria a mesma expressão?, disse.

Apesar do afastamento anunciado pelo clube, o presidente do Tribunal, Otacílio Araújo Neto, destacou que Júlio fez o seu depoimento utilizando uma conta que o identificava como ?Brusque FC?.

Valdecir Figueiredo, de empresa contratada pelo Brusque para fazer laudo, foi ouvido como informante e declarou que, ?em hipótese alguma foi constatada a expressão macaco? no vídeo divulgado pelo clube paranaense nas redes sociais, mas também que não é possível identificar qual o termo exato pela qualidade do material.

Ele disse que, na análise de áudio, também não foi identificada o termo ?cachopa de abelha? na gravação, que Júlio admitiu ter usado. Questionado se a palavra macaco poderia também ter escapado dos equipamentos de captação, Valdecir disse que isso era possível, mas que o termo não estava na gravação divulgada pelo Londrina.
Redação Catve.com
** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642

VEJA TAMBÉM

<