Informe indica que casos de Covid-19 não apresentaram diminuição significativa

Análise é baseada no número de casos positivos por semana epidemiológica e data de notificação

21 de outubro de 2020 | 18h36 | Atualizado há 35 dias

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel divulgou, nesta quarta-feira (21), o informe semanal com o perfil dos casos confirmados e óbitos pela Covid-19. O município já registrou 9.297 diagnósticos positivos, sendo que 8.937 pessoas já estão recuperadas, desde o início da pandemia.

Conforme o relatório, o coeficiente de incidência de casos confirmados de Covid-19 em Cascavel é maior que o do Brasil e do Paraná. O coeficiente de mortalidade, por sua vez, é menor diante da mesma comparação. Entretanto, a letalidade, ou seja, os casos confirmados que evoluíram para óbito, está em 1,66%, sendo menor que o do Brasil e do Estado do Paraná, no mesmo período.

Os números ainda indicam que pico da curva epidêmica dos casos confirmados no município, isto é, momento em que ocorreu o maior número de casos, foi na Semana Epidemiológica (SE) 26, entre 21 e 27 de junho. Os dados apontam que mesmo com as medidas adotadas para contenção da proliferação da Covid-19, os números de casos, apesar de menores que na semana 26, não apresentaram uma diminuição significativa nas semanas seguintes.

Segundo os dados, as mulheres lideram os casos confirmados, com 55%, enquanto os homens ocupam com 45% do total de diagnósticos positivos da doença. As faixas etárias com maior número de infectados são de de 30 a 39 anos, com 24,26% dos casos; 20 a 29 anos, com 22,66%; e 40 a 49 anos, com 19,68%. Entretanto, quando se observa a mortalidade, a maioria dos óbitos ocorre entre 60 a 80 anos ou mais. Atualmente, 27,45% das pessoas que morreram em decorrência da doença tinham entre 70 e 79 anos. Portanto os jovens adoecem mais, mas as pessoas pertencentes ao grupo de risco e os idosos são os que desenvolvem a forma grave da doença, podendo evoluir para o óbito ou sequelas. Em geral, isso acontece devido às comorbidades que eles apresentam.

No aspecto de ocupação, os aposentados representam 4,56% dos casos confirmados, seguidos de técnico de enfermagem (3,04%), dona de casa (2,94%), técnico de enfermagem (2,53%) e alimentador de linha de produção (2,29%). O município também contabiliza 157 óbitos em decorrência da doença. Desse total, a maioria foram homens, com 58,82%.

Ainda conforme os dados, 90,2% das pessoas que morreram com a doença tinham histórico de comorbidades, entre elas doença cardiovascular, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e obesidade. Dessa forma, considerando que 9,80% dos óbitos ocorrem em pessoas sem comorbidades, a Secretaria de Saúde reforça a importância que todos adotem as medidas de prevenção da doença.

Além disso, o informe aponta que houve 888 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19, onde 66,93% internaram com menos de 7 dias de sintomas, 30,24% o internamento ocorreu entre 8 a 15 dias do início dos sintomas e somente 2,83% internou após 15 dias de apresentarem sintomas.

De todos os internamentos ocorridos em virtude da doença, 27,82% evoluíram para internamento em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Constata-se que houve um aumento dos casos internados em UTI a partir da semana 21, com seu pico na semana 24, com 29 internamentos, reduzindo a partir da semana 26. Contudo, a partir da semana 29, os internamentos se mantiveram entre 4 e 10 casos novos em UTI.

Do total de 247 pacientes internados em UTI, 52,74% conseguiram se recuperar e 47,26% morreram. Além disso, dos óbitos registrados no município, 75% foram internados em UTI e 25% permaneceram em enfermarias.

Os dados também apresentam que os cinco maiores coeficientes de mortalidade encontram-se nas áreas de abrangência das Unidades de Saúde Interlagos, Cataratas, Periollo, Floresta e Parque São Paulo. Sabendo que a maior parte dos óbitos ocorre em pessoas pertencentes ao grupo de risco se faz necessário intensificar, neste momento, as medidas de prevenção e controle das doenças crônicas, por meio das ações individuais desenvolvidas pelas equipes de saúde (UBS/USF), tais como acompanhamento multiprofissional pela equipe de Saúde, uso continuo dos medicamentos, visitas domiciliares e identificação dos indivíduos com maior vulnerabilidade dentro dos grupo de risco.
Redação Catve.com
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