A maré está para peixe

Texto: Edvaldo Geraldo Junior Biólogo, coordenação Adriano Ramos Cardoso

10 de agosto de 2020 | 20h16 | Atualizado há 480 dias

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De acordo com a estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil deve se tornar o maior produtor mundial de alimentos ainda em 2020. Um dos setores que mais se destacam é a produção de peixes em cativeiro, prova disto é o relatório FAO, divulgado recentemente no mês de junho desse ano, onde destaca que a produção global de pescados atingiu 179 milhões de toneladas, faturando cerca de US$ 401 bilhões em 2018.

Dentro deste contexto, o Brasil acompanha este aumento e se encontra entre os grandes players mundiais na produção de pescados. Segundo dados divulgados pelo Anuário 2020 da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), em 2019 foram produzidas 722.560 toneladas, gerando uma receita de R$ 5,6 bilhões, colocando o Brasil entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito.

Diferente das tradicionais atividades agropecuárias praticadas no Brasil (avicultura, bovinocultura e suinocultura), a piscicultura brasileira apresenta uma diversidade de espécies nativas com alto potencial produtivo. Porém, a espécie mais produzida e consumida no País é a tilápia, representando 55,4% da produção nacional de pescados, colocando o Brasil como maior produtor de tilápia do continente americano. A preferencia em se produzir tilápia pode ser justificado pelo fato de ser um peixe que apresente bons índices de produtividade, rusticidade, fácil manejo e seu produto final, filé de tilápia, ser bem aceito pelo mercado consumidor.

Atualmente, o Paraná é maior produtor de peixes em cativeiro no Brasil, sendo que a tilápia representa 94% da produção total dos peixes cultivados. Grande parte da produção de tilápias (73%) se concentra na região oeste do estado e que continua em franca expansão, surgindo a cada dia novas áreas rurais, antes destinadas a produção de soja e que agora dão lugar à tanques de piscicultura, além de atrair inúmeras empresas interessadas no beneficiamento do produtos e subprodutos. O motivo deste sucesso pode ser explicado com base nos dados da EMATER-PR, onde indica que a piscicultura se destaca entre as atividades econômicas que hoje dão mais retorno ao produtor da região oeste do Paraná, crescendo a taxas de 20% ao ano.

A consolidação da piscicultura na região deve-se, principalmente, as cooperativas agrícolas e a mão-de-obra qualificada dos profissionais que atuam neste setor. Neste sentido, o curso de medicina veterinária do Centro Universitário FAG é um dos únicos da região que oferecem a disciplina de Piscicultura em sua grade curricular, contribuindo para formação de excelentes profissionais aptos a colaborarem para que a atividade piscícola regional e nacional cresçam cada vez mais.

Texto: Edvaldo Geraldo Junior Biólogo, Mestre e Docente do Colegiado de Medicina Veterinária do Centro Universitário Assis Gurgacz

Edição: Adriano Ramos Cardoso
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