A velha máxima popular parece ter encontrado morada definitiva na política cascavelense.
Deputados federais: agora é zero
Cascavel, uma das principais cidades do Paraná, acostumou-se, ao longo das décadas, a contar com representantes nas esferas estadual e federal. Nesta legislatura, ainda que de forma discutível para alguns, havia ao menos dois deputados federais ligados ao município: Fernando Giacobo e Nelsinho Padovani.
Agora não há nenhum
Primeiro foi Giacobo, que deixou a Câmara Federal para assumir uma secretaria no governo Ratinho Junior. Nesta semana, veio a segunda baixa. Nelsinho Padovani anunciou que pedirá licença do mandato para atender, segundo declarou, a um pedido do governador.
Resultado prático? Cascavel fica sem qualquer representante direto na Câmara dos Deputados.
Perdas I
Fernando Giacobo, embora tenha seu domicílio eleitoral em Foz do Iguaçu, sempre manteve forte atuação política em Cascavel e participou da destinação de recursos para o município. A mudança no cenário político dentro do PL, especialmente após a chegada de Sergio Moro ao partido, alterou completamente o tabuleiro e acabou levando Giacobo para o governo estadual.
Perdas II
Agora é a vez de Nelsinho Padovani deixar temporariamente a cadeira em Brasília. A justificativa é fortalecer alianças e acomodar acordos políticos dentro da federação partidária. Tudo muito legítimo do ponto de vista político.
Mas o cidadão comum pode fazer uma pergunta igualmente legítima: quem defenderá os interesses de Cascavel em Brasília durante esse período?
Mesmo que a licença ocorra em um momento de menor atividade legislativa e tenha prazo para terminar, a sensação que fica é a de esvaziamento da representação política de uma cidade que já enfrenta dificuldades para ampliar sua influência nos grandes centros de decisão.
A conta sempre chega
Enquanto lideranças comemoram composições, federações, alianças e acomodações, Cascavel assiste, mais uma vez, à redução de seu peso político na capital federal.
A cidade que ajudou a eleger deputados agora observa suas cadeiras serem ocupadas por interesses que extrapolam suas fronteiras.
Pode ser estratégia. Pode ser articulação. Pode ser necessidade partidária.
Mas, para quem esperava mais voz para Cascavel em Brasília, o placar ficou simples e objetivo:
De dois para um.
De um para nenhum.
Fui!!!
"No jogo da política, todos parecem ter ganhado alguma coisa. Menos Cascavel."
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