Com o encerramento da janela partidária na última semana e a intensa movimentação de filiações, o cenário político do Paraná começa a ganhar novos contornos. Entre possíveis candidaturas a deputado federal, deputado estadual, Governo do Estado, vice-governadoria e Senado, o pós-eleição pode reservar algumas surpresas importantes.
Eleição nem sempre é previsível
Embora muitos analistas e lideranças políticas projetem que determinados partidos irão alcançar um número "X" de eleitos, a realidade das urnas costuma ser bem diferente.
Quando há candidatos com forte poder de voto — os chamados "puxadores" — aumenta a chance de a legenda ampliar sua bancada. Ainda assim, somente após a abertura das urnas será possível conhecer o verdadeiro desenho político. E é justamente nesse momento que costumam surgir as maiores surpresas.
Protagonismo em disputa
Nesta eleição, um dos embates centrais pode ocorrer entre o individualismo e a coletividade dentro da política. O excesso de vaidade e de ambição pessoal pode fazer com que projetos individuais se sobreponham aos interesses maiores do Estado e do país.
Esse cenário pode enfraquecer a unidade necessária para enfrentar desafios e crises.
O protagonismo político é essencial para a democracia. No entanto, quando está excessivamente concentrado no "eu", em detrimento do "nós", pode se transformar em obstáculo à governabilidade e à construção de políticas públicas mais amplas.
Senado
O Paraná poderá ter três novos nomes na representação no Senado Federal a partir de 2027. Embora a disputa desta eleição contemple apenas duas vagas, um terceiro senador poderá assumir uma cadeira no Congresso por meio da suplência.
Você conhece este nome?
Poucos paranaenses talvez já tenham ouvido falar em Luis Felipe Cunha. No entanto, o advogado pode ganhar protagonismo nacional mesmo sem disputar diretamente uma eleição ao Senado em 2026.
Isso porque Cunha é primeiro suplente do senador Sergio Moro, que aparece entre os nomes cotados para disputar o Governo do Paraná.
Caso Moro seja eleito governador, o suplente assumirá automaticamente a cadeira no Senado da República. Na prática, ele poderá se tornar o terceiro novo representante do Paraná em Brasília a partir de 2027.
Já a segunda suplência pertence a Ricardo Guerra, integrante da tradicional família Guerra, de Pato Branco.
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