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Adriano Ramos Cardoso

Armazenagem de grãos no Brasil: um problema constante

12 de abril de 2021 | 19h13 | Atualizado há 198 dias

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O Brasil é um dos maiores países produtores de grãos. Quando falamos em grãos logo pensamos em soja e milho, mas a variedade é grande. Produzimos diversas culturas, entre elas, arroz, feijão, pipoca e sorgo, essenciais para alimentar animais e humanos.

Para que os alimentos cheguem à mesa do consumidor ou para ração animal, todo produto pós-colheita deve ser secado e armazenado, com umidade e temperatura adequadas, para maior durabilidade e sem riscos de desenvolver fungos, que geram grandes prejuízos, principalmente quando ingeridos por animais.

Em relação à armazenagem, o Brasil perde feio entre seus concorrentes comerciais, com índices de silos por propriedades rurais, de apenas 8%, contra 40% da Argentina e 80% nos Estados Unidos.

Quando o produtor rural tem o próprio silo consequentemente tem a capacidade de aumentar a renda, isso porque o transporte da lavoura até o silo fica mais barato - esse serviço teve aumento de 25%, se comparado às safras de 2019/2020 e 2020/2021.

Outro benefício é a venda direta no porto, na qual recebe de R$3 a R$5 a mais, por saca. A terceira vantagem é não ter custos com a locação da armazenagem, que gira em torno de 2,5% durante o período estocado.

A economia com esses custos, a médio e longo prazo, dá condição ao produtor de construir e realizar benfeitorias em silos próprios ou até mesmo para armazenar grãos de outros produtores, já que em várias regiões há mais produção do que a capacidade de estoque. A produção fica a céu aberto, coberta apenas por lonas.

Com safras batendo recordes de produção, ano após ano, o déficit chega a 100 milhões de toneladas para armazenamento, tornando um gargalo na cadeia produtiva de grãos no país. Isso já demonstra o interesse de produtores de investir em infraestrutura, que possa dar suporte na colheita e pós-colheita, e oferecer condições de rentabilidades maiores com esse segmento de armazenagem.
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