Política

Operação da Receita Federal causa filas enormes na fronteira

Ponte da Amizade teve movimento intenso e lentidão nesta sexta-feira (14)


A Operação dos servidores da Receita Federal de Foz do Iguaçu tem causado congestionamento para quem cruza a fronteira diariamente. A demora para atravessar a divisa afeta diretamente os caminhoneiros que fazem o transporte de cargas com exportação e importação.

Mas turistas e trabalhadores também sentiram os efeitos nesta semana. Das quatro pistas de acesso ao Brasil que normalmente estão liberadas, nos últimos dias apenas uma estava sendo utilizada.

Durante o dia de hoje a câmera da CATVE instalada na Ponte da Amizade (link) registrou filas sobre a ponte e bastante lentidão. O vídeo captado durante o dia mostra o movimento (14/12).

O sindicato informou que há filas dois dois lado: para quem vai para Cidade do Leste, em Foz do Iguaçu, mas também para quem entra no Brasil, dentro do Paraguai.

Além disso, no Porto Seco, em Foz do Iguaçu são centenas de caminhoneiros esperando liberação.

Isso é reflexo da paralisação parcial dos servidores da Receita que protestam contra os cortes no orçamento. "Estamos fazendo, dentro da lei, uma fiscalização minuciosa em todo o caminhão que faz importação e exportação. A população toda sente porque é o momento que as transportadoras retomam os serviços em 2022", informou o representante do sindicato dos auditores de Foz do Iguaçu, Flavio Bernardino de Carvalho.

O veterinário de Cascavel, Oswaldo Costa que tem clientes no Paraguai disse que enfrentou nesta semana uma espera longa de quatro horas, num trajeto para cruzar a fronteira que costuma fazer em uma hora.

O que os servidores chamam de Operação Padrão não afeta diretamente a fiscalização de viajantes e bagagens na Ponte da Amizade, Ponte Tancredo Neves e Aeroporto. Mas já se observa o reflexo indireto, porque as filas estão causando muito congestionamento.


Redação Catve.com


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